Zema apoia Milei, mas sugere que críticas poderiam ser “mais civilizadas”

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Em SP, candidato à Presidência pelo Novo defende críticas de presidente argentino, mas sugere cautela nas palavras


Luis Nova/Metrópoles
Zema defende Milei, mas diz que crítica poderia ser “mais civilizada”

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, expressou apoio às críticas do presidente argentino Javier Milei ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, ele ressaltou que a abordagem do argentino poderia ser mais respeitosa. As observações foram feitas durante uma coletiva de imprensa em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, nesta terça-feira (28/7).

“O Milei fez muito corretamente em criticar. Talvez ele não tenha usado o melhor canal, eu usaria o canal oficial. Colocaria uma nota de repúdio via embaixada que não concordo com isso. […] Talvez ele não tenha feito da maneira mais correta e civilizada, mas ele está coberto de razão”, comentou Zema.

As críticas de Milei foram feitas nas redes sociais no dia anterior. Em uma de suas postagens, ele foi defendido por apoiadores que o isentaram de calúnia, ressaltando que Lula, mesmo após a libertação por questões processuais, permanece como “ex-presidiário”. Outros comentários questionaram a visita do ex-presidente à Argentina, onde se encontrou com figuras em situações semelhantes.

O embate entre os dois líderes surgiu durante a visita de Milei ao Brasil para a convenção do PL, onde Flávio Bolsonaro também foi oficializado como candidato à presidência. Durante o evento, o argentino criticou não apenas Lula, mas também o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sugerindo que o Brasil esteja à beira de uma crise fiscal e incentivando o público a chamar Lula de “ladrão”.

Zema critica ministros do STF

Zema também abordou a composição do STF, mencionando a necessidade de trocar “três frutas podres” da Corte, sem especificar nomes. Em entrevista à TV Metrópoles, ele fez referências a contratos milionários e vínculos com empresários, que segundo ele, comprometeriam a integridade dos ministros.

“É o ministro cuja esposa fez um contrato de R$ 129 milhões; um outro ministro que fez uma transação do Tayayá, de 35; e um outro ministro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos. Todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta”, afirmou Zema.

Esse cenário político acirrado entre Brasil e Argentina, somado às declarações impactantes de Zema, abre espaço para debates intensos sobre integridade e responsabilidade nos altos cargos da política. E você, o que pensa sobre essas declarações e a situação atual? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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