Lula anuncia candidatura à reeleição em convenção do PT em SP e sinaliza mudanças no jogo político
Resumo: em São Paulo, o presidente Lula confirmou oficialmente sua candidatura à reeleição pelo PT e deixou claro que, se for eleito, enfrentará o Congresso para reformar o uso das emendas parlamentares e o modelo de financiamento dos partidos, buscando um mandato mais ativo do Executivo.





O PT formalizou a candidatura de Lula à Presidência para o ciclo de 2026, com Geraldo Alckmin (PSB) novamente na vice-presidência. A aliança, chamada Federação Brasil da Esperança, envolve ainda PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede, consolidando uma frente ampla para tentar ampliar o espaço do governo federal. Na fala de abertura, Lula ressaltou a importância de fortalecer prerrogativas da Presidência e indicar nomes para órgãos reguladores e tribunais, sinalizando uma postura mais firme do Executivo.
“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, disse o presidente, em referência à relação entre executiva e legislativo que ele pretende recalibrar caso seja reeleito.
Durante o discurso, o presidente criticou o atual modelo de financiamento das siglas, dizendo sentir falta de uma época em que as próprias bases financiavam campanhas. Lula afirmou que o atual fundo partidário gera distorções e promiscuidade, defendendo um retorno a modelos mais controlados pelos filiados e simpatizantes.
Além de reafirmar o apoio à aliança, Lula minimizou pesquisas de intenção de voto recentes, pedindo foco no início oficial da campanha. “Não fiquem preocupados com pesquisa. A guerra não começou, o campeonato não começou. Ele vai começar agora”, afirmou.
Entre as propostas, o peemedebista Fernando Haddad destacou o reconhecimento da projeção internacional de Lula, enquanto Simone Tebet (PSB) cobrou continuidade da atual gestão. A convenção também abriu espaço para um vídeo com declarações de aliados e imagens da militância.
“Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país”, ressaltou Lula, ao discutir o fortalecimento do Executivo frente a críticas de postura mais confrontadora com o Congresso. Em Salvador, ele já havia sinalizado, ao ser questionado sobre pedidos de voto antes do período oficial, que poderia ser multado pela Justiça Eleitoral, caso tenha promovido pré-campanha.
Em tom de apelo aos eleitorados, Lula também enfatizou a necessidade de respeitar mulheres e condenou qualquer violência de gênero. “Quem bate em mulher não vota em mim”, declarou, ressaltando o compromisso com políticas de proteção aos direitos das mulheres e combate à violência de gênero.
Conforme o cenário eleitoral se apresenta, o PT reforça a aposta em uma coalizão ampla e em uma gestão mais firme, visando recuperar a agenda pública e consolidar o próximo mandato. A conversa continua nos próximos meses, à medida que a campanha oficial se desenrola.
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