Resumo: a Bahia está fortalecendo a relação entre educação, ciência e tecnologia para tornar as escolas mais conectadas à vida real dos estudantes, com foco em IA responsável, ensino em tempo integral e educação profissional. Em entrevista, o secretário de Educação em exercício, Marcius Almeida, afirma que a integração dessas áreas aproxima jovens das oportunidades do século 21.
Marcius Almeida traz a experiência da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) para a Educação. Ele diz que a tecnologia deve entrar na sala de aula de forma ética, com participação ativa de professores, para estimular o aprendizado nos ambientes digitais.
A Bahia se destaca pela prática de regime de colaboração entre órgãos, como Ministério Público, Fórum Estadual de Educação e Conselho Estadual, para enfrentar os desafios da educação. Almeida reforça que “a educação da Bahia não é só a rede estadual” e que a articulação com municípios é central para o desenvolvimento.
A inteligência artificial é tema-chave: a Bahia já lançou um Plano Estadual de IA em construção na Secti. O foco é uso ético e responsável, com formação de professores para incorporar as tecnologias sem perder o pensamento crítico dos estudantes.
Sobre ensino em tempo integral, o estado já soma 700 escolas estaduais nesse regime. Além disso, 55% dos alunos alcançam alfabetização na idade certa, enquanto há incentivo à educação do campo, indígena e quilombola, fortalecendo vínculos entre comunidades e escolas.
A educação profissional segue como eixo estratégico, com territorialidade guiando ofertas conforme vocações de cada região. A Bahia vem ampliando a oferta nos 20 anos recentes e investindo em feiras como a Feciba, que reúne milhares de trabalhos estudantis e abre caminho para startups e oportunidades no mundo do trabalho.
Institucionalmente, o governo investe em infraestrutura e formação de professores, reconhecendo que a autoestima dos estudantes aumenta quando entram em escolas modernas e bem equipadas. A educação de tempo integral é vista como o grande marco para o progresso, com impactos no desempenho a longo prazo.
Entre os programas de bolsas, o Bolsa Presença atende hoje centenas de milhares de jovens, com políticas de permanência que favorecem a continuidade na escola, ao lado de iniciativas como Mais Estudo e Educa Mais Bahia.
Como consequência, a gestão quer reduzir desigualdades com qualidade para todos, atuando com territórios de identidade e participação comunitária. E você, o que acha dessas mudanças? Compartilhe nos comentários suas experiências e ideias para a educação baiana.