JBS e nova joint venture: o que isso representa para a empresa

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A JBS anunciou a criação de uma joint venture com o fundo soberano da Indonésia (DIM), investindo US$ 2,5 bilhões por 25% do novo veículo. A estratégia mira oportunidades na Indonésia, na Austrália, na Nova Zelândia e no Sudeste Asiático, consolidando a presença da empresa em mercados de proteína com alto potencial de crescimento.

Na sessão desta sexta, as ações da JBS negociadas em Nova York subiram 3,94%, para US$ 14,23, refletindo o otimismo de investidores sobre o movimento estratégico da companhia.

O Goldman Sachs vê espaço para aumento do consumo per capita de carne bovina e suína na região, apoiado por uma dinâmica demográfica favorável, destacando o acordo como um marco para a JBS ao ampliar sua presença em mercados de proteína de alto crescimento.

A administração da JBS aponta expectativa de crescer as vendas entre 4% e 6% ao ano, com o foco inicial na Indonésia. Os planos de investimento se concentram nos próximos dois anos nesse país, com ênfase em frango, pescados e carne bovina.

A JBS também informou que a nova empresa poderá captar até US$ 2,5 bilhões adicionais em dívida para financiar seus investimentos, oferecendo margem para acelerar a expansão regional conforme o negócio se desenvolve.

Avaliação positiva

O Itaú BBA aprovou a transação, destacando o fortalecimento da presença da JBS em mercados de proteínas com alto potencial de crescimento e a monetização de parte de ativos a uma avaliação atraente, segundo o banco.

Além disso, a joint venture é vista como capaz de gerar uma valorização de cerca de 5% para a JBS. O Bradesco BBI aponta uma avaliação implícita muito atrativa, estimando um valor patrimonial pré-investimento de US$ 7,5 bilhões para o conjunto.

O cálculo de dívida líquida inicial fica em torno de US$ 1 bilhão. O banco também aponta que a Austrália representa cerca de 15% do EBITDA da JBS, e, ao atribuir US$ 2,5 bilhões pelo preço de 25% do negócio, a transação corresponderia a aproximadamente 9,6 vezes o EBITDA histórico das operações ja existentes na Austrália e na Nova Zelândia.

Entre os números, o acordo coloca em evidência a avaliação subsequente do negócio: a transação envolve US$ 2,5 bilhões por 25% do valor, respaldada por perspectivas de expansão que podem elevar o EBITDA da região conforme a demanda por proteína cresce. O mercado acompanha com cautela, mas o movimento é visto como uma sinalização de virada estratégica para a JBS.

Caso o andamento seja mantido, a parceria com o DIM deverá se tornar um pilar da estratégia global da JBS, conectando as operações já fortes no Brasil e em outras regiões a um pilar de crescimento no Pacífico, com foco também na Nova Zelândia e na Austrália, onde já há presença consolidada.

Se você tem opinião sobre essa parceria ou quer comentar as implicações para o setor de proteína, deixe seu comentário abaixo. Como você enxerga o impacto da DIM para a JBS e para os mercados da região?

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