Primeiro-ministro do Canadá disse que EUA propõs condições injustas para fechar um possível acordo
22/08/2026 02:05
, atualizado 22/08/2026 04:00

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou na noite desta sexta-feira (21/8) que suspendeu as negociações com os Estados Unidos que tentavam um acordo sobre as tarifas de 50% anunciadas pelos norte-americanos sobre produtos canadenses. As taxas entram em vigor neste sábado (22/8).
Carney disse que vai impor tarifas recíprocas aos Estados Unidos. “O Canadá aplicará tarifas equivalentes, dólar por dólar, para proteger nossos trabalhadores e empresas”, destacou.
Segundo ele, nas últimas semanas de negociações foram feitos progressos importantes. Na terça-feira (18/8), Donald Trump anunciou o adiamento do início da cobrança da taxa em três dias após avanços na conversa. No entanto, de acordo com Carney, o progresso não foi suficiente.
Ele disse que os norte-americanos mudaram os termos do acordo, o que tornou inviável continuar a negociação. “Mudanças de última hora nas condições propostas pelos EUA foram injustas, economicamente inviáveis e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo”, destacou.
O premiê canadense também afirmou que o objetivo do país era proporcionar maior estabilidade à relação comercial entre os dois países, mas que a antiga relação com os EUA não teria volta. “Reconhecemos, desde o início, que os Estados Unidos mudaram e que não voltaríamos à nossa antiga relação. Nosso governo compreendeu, antes de muitos, que os EUA estão alterando todas as suas relações comerciais, impondo tarifas aos seus aliados mais próximos e cobrando pelo acesso ao seu vasto mercado.”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Em um comunicado, os Estados Unidos disseram que o Canadá não aceitou o acordo comercial nos termos acordados no início desta semana. “A oferta dos EUA também era prospectiva, e incluía uma parceria histórica de segurança econômica e nacional para cooperar em controles de exportação, combater o reembarque, aprimorar o comércio digital e alinhar certas tarifas externas”, disse.

