A quarta-feira teve novidades importantes para o futuro da Fórmula 1 e também para a próxima etapa do campeonato. A Ferrari pode levar a Monza uma nova unidade de potência com ganho estimado de 15 cv, enquanto Stefano Domenicali admitiu ser “bastante grande” a possibilidade de os motores V8 retornarem à categoria a partir de 2030.
Em Maranello, as unidades destinadas a Lewis Hamilton e Charles Leclerc já foram montadas, mas ainda precisam superar testes de resistência antes da liberação definitiva para o GP da Itália. O novo motor, identificado como 067/6, foi desenvolvido dentro do sistema ADUO e também terá alterações nos turbos, na câmara de combustão e na recarga do sistema híbrido. A decisão sobre sua estreia em Monza deve ser tomada até o fim desta semana.
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O debate sobre os motores também avançou pensando no próximo ciclo técnico. Domenicali afirmou que a chance de retorno dos V8 é significativa e revelou apoio à proposta defendida pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, que prevê propulsores associados a combustíveis sustentáveis. “Acho que é bastante grande. O presidente da FIA realmente quer isso e nós o apoiamos nesse sentido”, afirmou o CEO da F1, ressaltando que os detalhes ainda precisam ser definidos.
Na Red Bull, Max Verstappen já sabe quem está sendo preparado para substituir Gianpiero Lambiase como seu engenheiro de corrida. Tom Hart permanecerá na equipe e deverá assumir progressivamente a função, inicialmente trabalhando em algumas sessões enquanto Lambiase continua responsável pelas demais atividades. Lambiase deve deixar a Red Bull ao final do ano para se juntar à McLaren após cumprir o período obrigatório de afastamento.

O mercado de pilotos para 2027 também ganhou novidades. Segundo o GPblog, Liam Lawson e Arvid Lindblad são os favoritos para permanecer na Racing Bulls, embora Nikola Tsolov também esteja na disputa. O líder da Fórmula 2 fará seu primeiro teste com um carro de F1 nesta semana em Ímola, mas o caminho considerado mais provável atualmente seria assumir uma função de testes e reserva no próximo ano.
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Fora das pistas, a indefinição sobre o calendário virou um dos grandes assuntos do dia. As equipes querem uma resposta da FIA e da FOM até o fim de setembro sobre a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi, ameaçados pela situação no Oriente Médio. Os times já reservaram hotéis na região de Ímola para o primeiro fim de semana de dezembro, enquanto a pista italiana aparece como alternativa caso uma das etapas finais precise ser substituída.
As incertezas também alcançam 2027. A China surgiu como principal alternativa para abrir a próxima temporada caso Bahrein e Arábia Saudita novamente não possam receber a categoria. O plano preferencial ainda é começar pelo Oriente Médio, mas a F1 trabalha com diferentes combinações envolvendo China, Japão e Austrália para preservar a intenção de realizar um calendário completo de 24 corridas.