Justiça brasileira: juiz federal Eduardo Appio perde cargo após acusação de furto
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu pela remoção do cargo do juiz federal Eduardo Appio. A determinação ocorreu após o magistrado ser acusado de furtar garrafas de champagne em um supermercado na cidade de Blumenau, Santa Catarina.
A medida foi aprovada pela Corte Especial Administrativa, que propôs a demissão do juiz, embora a decisão não tenha efeito imediato e necessite do referendo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ser efetivada. Eduardo Appio já estava afastado de suas funções desde o final de 2025.
Os desembargadores do TRF-4 entenderam que as ações de Appio prejudicaram a imagem do Poder Judiciário, comprometendo sua dignidade como magistrado. As investigações indicaram que ele teria tentado sair de um supermercado sem pagar por garrafas da marca Moët & Chandon, avaliadas em R$ 399 cada uma, em ao menos três ocasiões.
A defesa de Appio se manifestou, negando as acusações e afirmando que ele sempre pagou suas compras, afirmando possuir os recibos correspondentes. A situação gerou repercussão significativa dada à gravidade da infração.
Notoriedade e polêmicas
Eduardo Appio ganhou destaque nacional ao ocupar a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, anteriormente comandada pelo ex-juiz e atual senador Sergio Moro. Durante seu breve período à frente dos casos da Operação Lava Jato, que durou apenas três meses, ele criticou as condutas de Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol.
Seu afastamento dos processos da Lava Jato ocorreu em maio de 2023, após o TRF-4 abrir uma investigação a respeito de possíveis ameaças dirigidas ao filho do desembargador Marcelo Malucelli.