Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciará novo sistema de fiscalização com inteligência artificial. A expectativa é que a nova plataforma agilize a supervisão de fundos e demais investimentos. O presidente da CVM, Otto Eduardo Lobo, afirmou que pretende implementar esta supervisão em um prazo de dois a três meses, durante o Encontro Anfidc realizado em São Paulo.
Além do sistema de fiscalização, a CVM está desenvolvendo um acompanhamento específico para ativos digitais, com previsão de regulamentação para ainda este ano. Lobo comentou sobre a realização de uma audiência pública que durará 60 dias, e a criação de um grupo de trabalho focado em ativos digitais, destacando que as recomendações do mercado serão consideradas rapidamente.
O sistema também será testado junto à Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que está engajada em um projeto de tokenização de ativos financeiros. Lobo reconheceu as dificuldades em regulamentar ativos digitais, considerando a falta de um modelo estabelecido para negociação, e enfatizou a necessidade de um debate global sobre a criação desses ativos.

Esses projetos são apoiados por associações de classe, como Abrasca e Ancord, que anteciparam valores que contribuirão para o orçamento da CVM, conforme a determinação do Supremo Tribunal Federal. Este aporte financeiro, de R$ 658 milhões, visa fortalecer a autarquia e sua supervisão.
Nos próximos meses, a CVM iniciará a contratação de empresas para digitalizar dados do mercado, possibilitando que o novo sistema de supervisão, equipado com inteligência artificial, funcione 24 horas por dia. Esse sistema irá monitorar todas as empresas, ampliando a capacidade de fiscalização e a quantidade de informações disponíveis sobre fundos.
Em um estágio futuro, a plataforma incluirá ativos digitais, melhorando substancialmente a eficiência na supervisão. Lobo comparou essa transição ao movimento de veículos, afirmando que a supervisão começará com ativos tradicionais antes de incorporar os digitais. A CVM planeja manter a colaboração com entidades de autorregulação do mercado durante este processo.
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Por fim, a CVM também almeja expandir suas equipes de tecnologia, com autorização para realizar concursos visando a contratação de mil novos servidores. Essa medida se deve ao aumento da demanda por processos e fiscalizações decorrente da nova supervisão mais eficaz.