Obras avançam em diferentes regiões, enquanto emendas aguardam execução e moradores cobram manutenção de espaços públicos

Belo Horizonte – Em diversas áreas da capital mineira, o acesso a praças públicas está comprometido. Muitas estão sob reforma, enquanto outras aguardam obras ou, conforme relato de moradores, estão em estado de abandono e falta de cuidado.
Essa situação levanta questões sobre a necessidade de manutenção e revitalização desses espaços públicos.
Atualmente, as praças Alaska, Dom Bosco, Nova York e o Parque Barragem Santa Lúcia estão passando por reformas, financiadas com emendas parlamentares da vereadora Fernanda Pereira Altoé.
Na Praça Dom Bosco, localizada no bairro Grajaú, a obra recebeu R$ 250 mil e está quase finalizada, após o início em novembro de 2025.
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Tapumes e caçamba com restos da obra da Praça Dom Bosco que está prestes a ser reinaugurada
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Área da Praça Dom Bosco já reformada
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Área verde e descanso recém-reformada na Praça Dom Bosco
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Pista de entrada, com gramas recém-plantadas na Praça Dom Bosco, no bairro Grajaú
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Segundo a Subsecretaria de Zeladoria Urbana (Suzurb) da prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a obra encontra-se em fase final de acabamento, com previsão de entrega até o fim de setembro.
As intervenções incluem a melhoria da acessibilidade, sistema de drenagem, recuperação dos pisos e restauração de equipamentos existentes, como academia ao ar livre e novos espaços de convivência e lazer.
Enquanto isso, as praças Alaska e Nova York iniciaram suas reformas em julho de 2026, com emendas de R$ 300 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Também está sendo reformado o Parque Barragem Santa Lúcia, começado em junho deste ano com R$ 300 mil.
Praça do Papa é entregue após mais de dois anos de obras
Um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte, a Praça do Papa foi reaberta em 7 de agosto de 2026, após sofrer intervenções que consumiram aproximadamente R$ 12 milhões.

As melhorias incluíram a troca do piso, o paisagismo, um sistema de irrigação, novos bancos, playground, equipamentos de ginástica e modernização da iluminação. A obra, marcada por atraso e mudanças no cronograma, ainda sofreu sete aditivos contratuais, quando a previsão inicial era de que as obras terminariam em 2024.
Após a entrega há menos de um mês, os danos já começaram a ser notados na nova área de brinquedos, com um dos equipamentos quebrados, expondo barras de ferro, o que representa risco para os visitantes.

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Crianças se divertem na nova área de recreação inaugurada há menos de um mês
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Área de brinquedos da Praça do Papa, lotada após inauguração. Criança brinca ao lado de aparelho quebrado.
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Emendas aprovadas ainda aguardam execução
De acordo com levantamento feito pelo gabinete da vereadora Fernanda Altoé (Novo), parte dos recursos destinados às praças ainda não resultou em obras concluídas.
A Praça Antônio M. de Araújo, que recebeu R$ 250 mil em emenda de 2022, ainda está pendente. A ordem de serviço foi dada em julho de 2026, mas a intervenção ainda não aconteceu.
Situação semelhante ocorre com o Parque Renato Azeredo, que possui R$ 262 mil destinados para reformas. O relatório também menciona as praças Doutor Íris Valadares e São Francisco das Chagas, além de pistas de skate na região do JK. A Praça Marília de Dirceu recebeu R$ 200 mil, mas a implantação do parquinho ainda está pendente.
Para Fernanda Altoé, a lentidão na execução das emendas é um dos principais obstáculos. Segundo a vereadora, existem recursos aprovados que levaram anos para serem realmente aplicados pela prefeitura.
Praça Carmo Couri é limpa após denúncia
Enquanto algumas praças são reformadas, moradores do bairro São Bento denunciam o abandono da Praça Carmo Couri.
A comunidade registrou uma ocupação permanentemente, com barracas, varais, acúmulo de lixo e improvisações elétricas. Eles alegam que já procuraram a Prefeitura e os órgãos competentes sem resposta, pedindo melhorias na iluminação, poda de árvores e a possibilidade de cuidar da praça.

Os moradores argumentam que o problema não se limita à segurança, mas envolve a necessidade de reestruturação e utilização adequada do espaço coletivo.
Após a denúncia, os moradores contataram a reportagem do Metrópoles, informando que a prefeitura realizou limpeza na praça no dia 2 de setembro.
Investimentos e manutenção periódica
Altoé salienta que a conservação das praças tem um impacto que vai além da aparência. Usando a “teoria das janelas quebradas”, argumenta que ambientes degradados transmitem abandono, enquanto locais bem mantidos promovem cuidados pela população.
“Lugar bem cuidado, todo mundo cuida”, conclui a vereadora.
Desde 2021, Fernanda Altoé tem trabalhado na recuperação desses espaços, propondo tornar o programa Adote o Verde uma política permanente, permitindo a contribuição de empresas para a conservação das áreas públicas.
Uma lista de espera pelas obras
Entre as emendas apresentadas estão R$ 200 mil para o Parcão do Parque Orlando de Carvalho Silveira; R$ 300 mil para a Praça da Lavadeira; R$ 200 mil para a reforma da mureta da escadaria do Buracão da Nicarágua; e R$ 216.950 para a portaria norte do Parque das Mangabeiras, esta última em execução.
A Praça Milton Campos, na região Centro-Sul, recebeu uma emenda de R$ 300 mil, além de mais R$ 300 mil que foram garantidos posteriormente, segundo a vereadora. A Praça da Marinha, no Belvedere, também está listada para reforma, mas aguarda licitação.
Para Altoé, as discussões sobre as praças se inserem em um debate mais amplo sobre planejamento urbano. A vereadora critica o excesso de processos burocráticos, pedindo uma gestão que possa acompanhar as transformações na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Embora novas obras estejam sendo anunciadas e antigas emendas comecem a avançar, os moradores continuam exigindo que a recuperação das praças ocorra com a devida manutenção contínua. Para aqueles que frequentam esses espações, a qualidade de uma praça vai além da reforma; é necessária uma gestão ativa e preservação ao longo do tempo.
O que diz a prefeitura de BH
A Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb) é a responsável pela manutenção rotineira das praças, incluindo serviços como capina, limpeza, varrição, e poda de árvores.
A PBH possui 10 regionais, cada uma encarregada de vistoriar e manter suas praças ao longo do ano.
Conforme a administração municipal, R$ 44 milhões estão previstos para manutenção em 2026, abrangendo conservação e limpeza de praças e jardins. No ano de 2025, foram utilizados R$ 40 milhões nessa área.
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