Resumo: Durante um ato de campanha em São Paulo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do STF Alexandre de Moraes, sugerindo que os eleitores que votam em Lula também apoiam Moraes. Prometeu novas indicações ao STF e defendeu pautas conservadoras. Apesar de seu desejo de vencer no primeiro turno, pesquisas indicam a probabilidade de um segundo turno.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou que eleitores que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estão apoiando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu durante um ato de campanha no dia 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Flávio criticou Lula e Moraes repetidamente, entoando coros de “Fora Lula” e “Fora Moraes”, após novas revelações sobre mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro – que se encontra inelegível e em prisão domiciliar – prometeu acabar com a polarização política a partir de janeiro.

Flávio Bolsonaro, em tom desafiador, declarou que o “consórcio” formado entre Lula e Moraes “vai acabar” e informou que o presidente promove indicações para perseguir o bolsonarismo. “Lula indicou dois ministros do STF para perseguir Bolsonaro e seus aliados”, enfatizou durante o discurso.
O candidato também anunciou que, se for eleito, fará novas indicações ao STF, prometendo que Alexandre de Moraes deixará a Corte. “Vou indicar cinco ministros para o STF porque Alexandre de Moraes cairá”, afirmou.
Em sua fala, Flávio mencionou as pautas que defenderá nas futuras nomeações e em um possível governo: ministros contrários às drogas e à ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição e que não persigam adversários políticos. Ele ressaltou a intenção de “resgatar a credibilidade” do Judiciário e “proteger o STF do ministro Alexandre de Moraes”.
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Flávio expressou sua ambição de vencer a eleição no primeiro turno e convocou seus apoiadores para garantir a vitória. Contudo, pesquisas de intenção de voto mostram uma alta probabilidade de um segundo turno entre Flávio e Lula.