
Após pedido de Fachin, Renan Santos comenta quebra de sigilo do caso Master e provoca adversários

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), comentou, nesta quinta-feira (10), sobre a quebra de sigilo da investigação referente ao caso Master, após solicitação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Renan afirmou que a decisão vai “tirar o sono” de muitos adversários e provocou: “Eu vou dormir tranquilo”.
Em uma publicação na plataforma X, ele enfatizou que a decisão afetará significativamente seus opositores. Em outro post, mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ambos precisam esclarecer as informações que virão à tona nos próximos debates.
Desdobramentos sobre a crise no STF
- 1º de setembro: O ministro André Mendonça retira o sigilo de partes da investigação do caso Banco Master, que envolve o nome do ministro Alexandre de Moraes. Um relatório da Polícia Federal menciona uma suposta troca de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- 3 de setembro: Moraes encaminha um pedido a Edson Fachin, no âmbito do inquérito das fake news, solicitando a investigação de Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade.
- 4 de setembro: Fachin nega o pedido e solicita manifestações de Mendonça e da Procuradoria-Geral da República em um prazo de cinco dias.
- 8 de setembro: Mendonça afasta preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. A decisão levanta reações da Advocacia-Geral da União e 11 diretores da PF se demitem em apoio aos delegados.
- 9 de setembro: O ministro Flávio Dino determina a reintegração dos dois delegados, criticando a decisão de Mendonça. Fachin suspende ambas as decisões e mantém os delegados em seus cargos enquanto analisa a situação.
- 10 de setembro: Fachin solicita a eliminação do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master e encaminha um HD com as informações aos demais magistrados. Mendonça atende à solicitação.
“A quebra de sigilo deste inquérito deixará muitos candidatos à presidência sem dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo.”
— Renan Santos (@RenanSantosMBL)
Quebra do sigilo e seu impacto
O relator do caso Master, ministro André Mendonça, atendeu ao pedido do presidente Edson Fachin, retirando o sigilo do processo. Fachin requisitou a entrega de um HD com as informações relevantes à presidência da Corte e aos demais ministros.
Mendonça, em um despacho publicado na mesma noite, afirmou: “Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos do PET n° 15.556.” Além deste PET, ele também retirou o sigilo de outros inquéritos e petições.
De acordo com Fachin, a medida é essencial devido à inclusão na pauta do plenário da análise do relatório da Polícia Federal, que apura uma suposta ligação entre Moraes e Vorcaro. A votação está prevista para o próximo dia 15 de setembro.


