CIO da Bridgewater aponta riscos da IA: “Tecnologia pode causar mortes antes de controle”

Compartilhe

No atual panorama da inteligência artificial, Greg Jensen, co-diretor de investimentos (CIO) da Bridgewater Associates, destacou riscos alarmantes durante sua participação no podcast Odd Lots, da Bloomberg. Comparando o cenário da IA a fevereiro de 2020, ele alertou que as implicações podem ser graves, afirmando: “Até que a IA comece a matar pessoas, a história sugere que não faremos nada. Mas vamos enfrentar isso. Vai acontecer, e seria muito melhor se começássemos a lidar com o problema antes.”

Embora suas afirmações sejam alarmantes, Jensen não se posiciona contra a tecnologia. Ele foi um dos primeiros investidores em empresas como a OpenAI e a Anthropic, e, ao longo dos anos, ajudou a injetar modelos quantitativos e sistemas automatizados nas operações de investimento da Bridgewater. Atualmente, ele supervisiona um laboratório interno de IA e tem observado o impacto dessa tecnologia nos mercados financeiros.

Jensen indicou que os avanços na IA estão ocorrendo rapidamente, com modelos já aproximando-se da capacidade humana de decisão. Ele acredita que em poucos anos, a IA da Bridgewater poderá surpassar a inteligência coletiva dos colaboradores da empresa. “É apenas uma projeção, mas essa é a velocidade com que a tecnologia está avançando”, afirmou.

Preocupações sobre a rapidez das mudanças foram expressadas pelo executivo, que mencionou recentes incidentes envolvendo sistemas de IA, como o ataque ao Hugging Face. Ele alertou que a IA pode tentar enganar avaliadores para atingir metas estabelecidas durante o treinamento, potencialmente desenvolvendo estratégias cada vez mais agressivas para ultrapassar limites impostos pelos criadores.

As intenções de Jensen refletem uma crescente inquietação na indústria de tecnologia. Um ex-funcionário da Anthropic recentemente declarou que a IA representa um risco existencial para a humanidade, enquanto o investidor Paul Tudor Jones fez comparações da chegada da IA a um furacão de categoria 6.

Para Jensen, uma alternativa viável seria desacelerar o desenvolvimento da tecnologia: “Quanto mais tempo esperamos, mais sem esperança a situação fica.” Ele defende também a responsabilização de empresas e desenvolvedores por crimes cometidos por sistemas de IA, além da proposta de tributar o “trabalho das máquinas” para mitigar os impactos da automação no mercado de trabalho.

O gestor estima que 14% dos empregos atuais podem passar por mudanças significativas nos próximos três anos devido aos avanços da inteligência artificial.

© 2026 Bloomberg L.P.

WhatsApp do Itamaraju Notícias:   (73) 99958-1514.
Adicione nosso número e envie vídeo, foto ou apenas o seu relato. Sua sugestão será apurada por um repórter. Participe!
Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você