Abelardo De La Espriella, de direita, assume a presidência da Colômbia.

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Resumo: Abelardo De La Espriella tomou posse na Colômbia, em Cali, numa cerimônia histórica realizada pela primeira vez fora de Bogotá, com forte aparato de segurança. O novo presidente, conhecido como “El Tigre”, apresentou um caminho de firmeza contra crime e tráfico, e abriu espaço para mudanças econômicas profundas.

Durante a posse, De La Espriella, de 48 anos, venceu em segundo turno Iván Cepeda e conduziu a cerimônia diante de uma presença internacional relevante, incluindo delegações dos Estados Unidos. O ato ocorreu em Cali, sob proteção de mais de 11 mil militares, em razão do temor de ataques de grupos armados ilegais e de uma cidade altamente guardada.

Em seu discurso, o novo presidente prometeu encerrar um “longo capítulo de resignação” e avisou que os membros de gangues terão duas opções: submeter-se ao Estado de Direito ou enfrentar a resposta das forças de segurança. Ele quebrou a perspectiva de negociações de paz com grupos armados e confirmou planos para ações duras contra narcotráfico e organizações criminosas, incluindo a defesa de medidas para destruir a coca.

Entre as medidas anunciadas, De La Espriella afirmou a adesão ao programa Escudo das Américas, criado pelo governo dos EUA. O líder também sinalizou visitas para reforçar cooperações com Washington e apontou metas econômicas ambiciosas, como redução de impostos, redução do tamanho do Estado em até 40% e a retomada de contratos de exploração de hidrocarbonetos para reativar mineração e energia.

O presidente ressaltou que precisará construir uma coalizão estável no Congresso, onde a esquerda domina, para aprovar reformas fiscal, social e econômica. O desafio é sanear as finanças públicas, combater a violência ligada ao conflito armado de seis décadas e atender às necessidades da população em saúde, educação e emprego, mantendo o país entre os exemplos de direita que avançaram na região, como Argentina, Chile e Peru.

Além do foco de segurança, o governo projeta um giro de ênfase econômica, associando o combate à criminalidade a avanços no ambiente de negócios, com expectativa de criar condições para atrair investimentos na mineração, energia e infraestrutura, impulsionando o crescimento da quarta maior economia da América Latina.

Agora, resta saber como o novo governo conseguirá articular suas propostas em um Legislativo dividido e como as medidas de endurecimento serão recebidas pela população, que busca estabilidade, menos violência e mais oportunidades. Compartilhe suas expectativas e opiniões sobre esse momento decisivo na Colômbia nos comentários.

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