Atirador foge em carro de app após ataque a tenente da Rota

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São Paulo

Investigação aponta troca de veículos e uso de corridas por aplicativos para dificultar o rastreamento dos envolvidos no atentado

Resumo rápido: investigação em São Paulo e no ABC aponta um esquema logístico complexo envolvendo troca de veículos, apoio de carros de passeio e uso de corridas por aplicativos para dificultar o rastreamento dos envolvidos no atentado contra um tenente da Rota. A operação aponta divisão de tarefas e várias etapas para dispersar os suspeitos após a ação, registrada em 27 de junho.

O atentado aconteceu quando o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, aguardava o semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Dois homens em uma moto o alvejaram à queima-roupa; o garupa disparou, enquanto o piloto fugiu. Pimentel foi socorrido em estado grave. A linha investigativa aponta que a fuga envolveu uma logística maior, com veículos de apoio e tentativas de apagar rastros.

Veículos e logística: a perícia mostrou que a moto usada no ataque não circulava sozinha. Um Renault Logan acompanhou o veículo até o momento em que ele foi abandonado, na capital paulista. Além disso, outros carros — Fiat Palio e Chevrolet Astra — estão ligados aos suspeitos, apontados como parte de uma rede com divisão de tarefas, visando dificultar a identificação.

Segundo apuração do Metrópoles, a ação também recorreu a carros de aplicativo para manter deslocamentos sem deixar pistas fixas de placas. A ideia era alternar entre motos, veículos de apoio e, por fim, corridas solicitadas por plataformas digitais, diluindo a fuga no fluxo diário da cidade.

A moto, roubada meses antes, foi abandonada e o suspeito Luiz Henrique de Oliveira Nascimento foi preso sob suspeita de ter limpado impressões digitais. Segundo fontes, Luis Altino da Silva, o Chuck, contratou Luiz Henrique para sumir com o veículo; o combinado era receber R$ 500, mas apenas R$ 100 teriam sido entregues. Chuck posteriormente denunciou ter receio de ser morto.

Rastros também foram alvo: o celular do tenente não constava entre os objetos apresentados pela PM à Polícia Civil, e a Polícia Civil não teve acesso imediato a uma outra peça-chave, que acabou falhando. Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, piloto da moto, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar, o que complicou a ligação entre executores, apoio logístico e quem ordenou o ataque. A SSP não se manifestou sobre o paradeiro do celular nem sobre novas informações.

A investigação segue em andamento, com a polícia buscando entender a cadeia de comando e confirmar as ligações entre os veículos, as corridas por aplicativo e as ações de ocultação de provas. Enquanto isso, moradores e leitores são convidados a acompanhar os desdobramentos e deixar comentários com perguntas ou informações úteis.

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Se você ficou com perguntas sobre como esse desdobramento afeta a segurança pública ou quer discutir as implicações desse tipo de investigação, deixe seu comentário para iniciarmos a conversa.

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