Bahia supera RB Bragantino e celebra invencibilidade histórica no Brasileirão
Neste sábado, 5, o Esporte Clube Bahia conquistou uma vitória emocionante de 3 a 2 sobre o RB Bragantino, durante a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com este resultado, a equipe, sob o comando de Rogério Ceni, alcançou 10 partidas consecutivas sem derrotas, a maior sequência invicta do clube na era dos pontos corridos.
Em coletiva no Estádio Cícero Souza Marques, o técnico Rogério Ceni elogiou o esforço de seus jogadores na busca pela virada. Ele também destacou a evolução do time fora de casa e a significativa escalada na tabela de classificação.
“Fomos competitivos, como na partida contra o Vitória, embora tenhamos sido menos eficientes contra o Internacional. Hoje, a equipe lutou bastante. Conseguir reverter o placar fora de casa é um ponto positivo, assim como as seis vitórias fora de casa. Isso mostra uma melhora significativa em relação ao ano passado”, afirmou Ceni.
“Saímos vencedores hoje. A sequência de 10 jogos sem derrotas é algo que não acontecia há tempos. O quarto lugar que ocupamos atualmente é muito gratificante.”
Rogério Ceni – Técnico do Bahia
Apesar do otimismo, Ceni mencionou preocupações quanto à defesa, referindo-se aos primeiros 15 minutos como “horríveis”. Ele reconheceu que o Bahia sofreu com os contra-ataques do Bragantino após ter ficado atrás no placar.
“Não conseguimos neutralizar a velocidade do adversário e acabamos sofrendo muitos contra-ataques. O Bragantino poderia ter marcado um segundo gol antes de empataremos. Reconhecemos falhas nas transições defensivas”, admitiu.
Defesa se ajusta no segundo tempo
Rogério também elogiou a evolução defensiva do Bahia na segunda etapa. Para ele, o time demonstrou resiliência quando o Bragantino pressionou em busca do resultado.
“No segundo tempo, conseguimos suportar o que o adversário impôs. Tínhamos ótimas oportunidades nos contra-ataques, e poderíamos ter ampliado para 4 a 2. Apesar de não termos conseguido, soubemos nos defender bem”, analisou.
Mudanças na formação
O Bahia, que anteriormente contava com um meio-campo composto por Caio Alexandre, Jean Lucas e Everton Ribeiro, agora apresenta uma nova dinâmica sob a direção de Ceni. O time atual, com Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor, além da adição de Alejo Véliz, mudou significativamente sua abordagem.
“Este é um time menos técnico, mas que pressiona mais e se impõe na área adversária. Notamos que dos três gols, apesar de um ser de pênalti, dois foram de escanteio. Isso é resultado do trabalho de Charles Hembert em treinos de bola parada”, explicou Ceni.
“Esta é a principal mudança na atitude do time: maior pressão pela posse de bola e disposição para lutar pela vitória”, completou.