Um estudo realizado há 66 anos por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, chamou atenção ao estabelecer uma data para um possível colapso global: 13 de novembro de 2026. A pesquisa, que analisou o crescimento da população mundial através de modelos matemáticos, alertou que a produção de alimentos e outros recursos não seriam suficientes para acompanhar a demanda crescente.
A pesquisa foi liderada pelos pesquisadores Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, que estudaram tendências da sociedade ocidental ao longo do século anterior. Na época da pesquisa, a população mundial era de aproximadamente três bilhões de pessoas, e a preocupação estava centrada no aumento populacional acelerado, impulsionado pelos avanços da medicina.
Superpopulação seria a ameaça
Ao contrário de outras teorias apocalípticas, como guerras ou desastres naturais, a previsão dos cientistas estava centrada na superpopulação. Eles indicaram que a pressão crescente sobre os recursos disponíveis poderia levar a uma situação insustentável. O crescimento populacional ocorria em ritmo acelerado, enquanto a oferta de alimentos não acompanhava a demanda de uma população em expansão.
A projeção apontava que esse cenário insustentável culminaria em 2026, potencialmente provocando uma ruptura social e ambiental.
Desde a publicação do estudo, a população mundial cresceu significativamente, ultrapassando os oito bilhões. O aumento populacional fez com que o debate sobre os limites dos recursos naturais e a capacidade de produção alimentar se mantivesse relevante, mesmo várias décadas após a pesquisa original.
Embora o estudo tenha despertado preocupações, ele não é considerado uma previsão científica definitiva. Pesquisas subsequentes contestaram as conclusões de Illinois, destacando que os avanços na ciência e tecnologia, especialmente em relação à agricultura e engenharia de alimentos, mudaram o cenário que os cientistas contemplavam em 1960.
Previsões sobre o fim do mundo não são novidade
A ideia de que a humanidade poderia enfrentar um fim iminente não é nova. Desde o ano 1000, diversas teorias têm prognosticado datas para o colapso da civilização, muitas vezes baseando-se em crenças religiosas ou interpretações específicas.
Nostradamus, por exemplo, é frequentemente citado em discussões sobre previsões futuras, embora suas suposições não possuam o respaldo científico de pesquisas baseadas em dados numéricos. O estudo de 1960 se destacou por aplicar cálculos demográficos a uma questão frequentemente situada no campo das crenças ou teorias apocalípticas.
Apesar da data projetada para 13 de novembro de 2026, os avanços científicos posteriores questionam a validade das conclusões apresentadas há mais de seis décadas.