A diretora de uma escola municipal de Minas Gerais está sendo acusada de obrigar um aluno de 10 anos a beber sua própria urina como forma de castigo. O episódio teria acontecido no dia 13 de agosto e já está sendo investigado pela Polícia Civil (PC) do estado.
Conforme informações que constam em um relatório elaborado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o caso teria começado após o garoto ter urinado em uma garrafa dentro da escola e oferecido para um colega.
Uma professora, ao notar a situação, impediu que a outra criança consumisse a urina e levou o garoto até a direção da escola para que o comportamento fosse comunicado e as devidas providências fossem tomadas.
Ainda conforme o relatório, durante a conversa na direção do colégio, a diretora teria se exaltado, xingado o aluno e batido na mesa.
Após isso, ela teria obrigado o garoto a beber a própria urina como forma de punição.

O documento aponta que o menino teria sido obrigado a ingerir a urina duas vezes. Duas servidoras da escola teriam presenciado a cena.
Conselho Tutelar foi acionado após o caso
Depois do episódio, a diretora teria acionado o Conselho Tutelar, porém, conforme informado no relatório do CREAS, ao comunicar o órgão, ela teria relatado somente o comportamento do aluno, sem informar a punição imposta à criança.
Com isso, o caso teria chegado ao conhecimento da Secretaria Municipal de Educação após uma denúncia feita de forma anônima.
A partir do relato, a pasta acionou os órgãos que integram a rede de proteção e o caso passou a ser acompanhado.
Somado a isso, a situação ainda foi encaminhada para uma investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do episódio, ouvir as testemunhas e verificar possíveis responsabilidades.
Servidores foram afastados
Por meio de uma nota, a prefeitura de Caxambu, município onde o caso aconteceu, informou que, assim que tomou conhecimento dos fatos, adotou as providências necessárias para resguardar todos os envolvidos.
De acordo com o município, os supostos envolvidos foram imediatamente afastados de suas funções e um processo administrativo foi instaurado para analisar e investigar os fatos.
O município informou ainda que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração e que não divulgará informações que possam comprometer as investigações em andamento.