No Gamepólitan 2026, em Salvador, cosplayers mostram que por trás de cada fantasia há horas de costura, peças feitas à mão e adaptações para enfrentar o calor da cidade. O público fica fascinado pela fidelidade aos personagens, mas são as histórias de dedicação que realmente prendem a atenção: cosplay como expressão, socialização e pertencimento.
No segundo dia do evento, os trajes chamaram atenção não apenas pela fidelidade, mas pelas narrativas que cercam cada look, revelando como o hobby se transforma em uma forma de vida e identidade para quem participa.
Eduarda Cunha, conhecida pelo cosplay de Lulu, de League of Legends, participa de encontros desde 2017. Ela conta que montar cada figurino é o maior desafio e que, em Salvador, materiais específicos costumam faltar, levando muitos a comprar pela internet. “O preço dos materiais pesa muito”, resume, especialmente quando o tecido é caro.
Beatriz Dantas, apaixonada por Super Mario, escolheu interpretar a princesa Daisy e produziu quase tudo sozinha, usando técnica manual e materiais recicláveis para os acessórios. “Ver as pessoas reconhecerem o personagem compensa o esforço”, diz ela, que não teve máquina de costura e improvisou tudo com o que tinha à mão.
Átila Barros estreou como Luigi. Embora o traje seja simples, o calor de Salvador aparece como um grande obstáculo para quem fica horas caracterizado, destacando que nem sempre a simplicidade esconde o desafio.
Para Carlos, Pablo e Leonardo, o clima quente é apenas o começo. Peças importadas, frete e impostos elevam o investimento para reproduzir personagens com fidelidade. Um colete que custava cerca de R$ 150 quase chegou a R$ 200 após frete e ICMS: “às vezes o valor dobra ou triplica”, comentou um deles.
Histórias que valem a pena são o fio condutor. Leandro, vestindo Sukuna de Jujutsu Kaisen, lembra que sair pelas ruas de Salvador já gerou olhares curiosos. Carlos relembra o fim de semana de lançamento de um filme do Homem-Aranha: o traje parou o metrô, o shopping e a fila de fãs que queriam fotos. E Pablo, ao posar para uma foto com uma criança, recusou dinheiro — faz tudo pela arte e pelo amor ao personagem.



Histórias como essas mostram que o cosplay vai além da aparência: é um espaço de criatividade, superação de limitações e encontros marcantes. No fim das contas, o que fica é a sensação de comunidade e o orgulho de transformar personagens em lives reais.
E você, já participou de um evento assim ou ficou inspirado(a) pelas histórias de dedicação dos cosplayers? Compartilhe nos comentários a sua experiência, qual traje mais chamou sua atenção e o que você gostaria de ver no próximo Gamepólitan.