Danilo Gentili é condenado pela Justiça por publicações ofensivas a padre Júlio Lancellotti

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A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Danilo Gentili a pagar R$ 10 mil por danos morais ao Padre Júlio Lancellotti. A decisão, datada de 6 de agosto, também impõe a remoção de publicações consideradas ilícitas, embora o processo ainda esteja sob segredo de Justiça e caberá recurso.

A condenação foi emitida pela 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. Entre os conteúdos que devem ser retirados está a postagem “#Perdeu, Padre — Padre da Linguiça leva uma invertida”, feita em 25 de abril de 2025, além de imagens manipuladas associadas à publicação.

O juiz constatou que o Padre Júlio enfrentou diversas manifestações nas redes sociais, impulsionadas pelo conteúdo ligado ao apresentador. A ação do sacerdote destacou que os posts continham mensagens ofensivas, de conotação homofóbica, apelidos pejorativos e imagens alteradas, inclusive produzidas com inteligência artificial.

Juiz afirma que publicações ultrapassaram a sátira

Durante a análise, o juiz considerou que expressões como “o padre que compra silêncio com Pajero” e “quantas marmitas dá para comprar com uma Pajero” não se configuravam apenas como sátira. Ele concluiu que essas declarações insinuavam que o religioso ofereceu vantagens financeiras para silenciar pessoas, o que feriu sua honra.

Ademais, foi considerada ilícita a afirmação de que o padre rejeitou uma proposta de conciliação por querer reter todo o dinheiro para si.

Reexame de publicações anteriores

A sentença também reconheceu que algumas das postagens analisadas já haviam sido objeto de um processo anterior. Na ocasião, foram discutidos três conteúdos: a frase de que Padre Júlio “prefere linguiça”, seu apelido e uma publicação relacionada ao seu posicionamento sobre o conflito entre Israel e Palestina. O juiz decidiu, no entanto, que outros conteúdos deveriam ser revistos nesta nova ação.

Reação do Padre Júlio

Após o veredito, Padre Júlio Lancellotti expressou sua satisfação ao portal g1, ressaltando a importância da decisão para indicar que mídias devem ser pautadas pela ética e pelo respeito aos direitos humanos. A defesa de Danilo Gentili ainda não se manifestou sobre a sentença.

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