Como um detalhe pode transformar as férias de quem convive com diabetes

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Viajar e aproveitar os dias de férias pode ser uma fonte de alegria, mas para quem tem diabetes, isso exige mais planejamento e atenção. Um estudo internacional, com a participação do Brasil, revela que a necessidade de controlar a glicemia e monitorar a condição impacta diretamente a qualidade de vida dos diabéticos, limitando a espontaneidade.

Realizada pela GWI a pedido da Roche Diagnóstica, a pesquisa identificou a “lacuna da espontaneidade“, que representa a diferença entre o desejo de viver experiências despreocupadas e a realidade de antecipar situações que podem afetar os níveis de açúcar no sangue.

Viagens: um desafio constante

Os dados mostram que as viagens são especialmente afetadas. No Brasil, 48% dos diabéticos afirmam que a condição dificulta tanto viagens de lazer quanto profissionais. Esse número sobe para 57% entre os pacientes com diabetes tipo 1.

Além disso, 56% dos brasileiros com diabetes relatam dificuldades em passar o dia fora de casa sem que a condição interfira em sua rotina. No grupo de diabetes tipo 1, essa estatística é ainda maior: 65%.

Atividades que envolvem movimento, como caminhadas ou trilhas, também são complicadas. Mais da metade dos entrevistados (52%) sente que a doença limita essas experiências, com 68% de limitação entre diabéticos tipo 1.

Imprevistos aumentam a ansiedade

Além do planejamento necessário, imprevistos geram ansiedade. Segundo o levantamento, 65% dos diabéticos no Brasil acreditam que sua condição prejudica a confiança de que o dia seguinte seguirá como planejado, e 46% relatam dificuldades diante de atrasos nas refeições ou mudanças inesperadas nos roteiros.

O endocrinologista André Vianna, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que essa preocupação constante resulta em uma carga mental elevada, dificultando a capacidade de improvisar em situações de lazer. “Controlar a diabetes não é apenas medir a glicemia, mas também prever cenários o tempo inteiro”, enfatiza.

Impactos na saúde e na vida social

Os efeitos da diabetes vão além do controle glicêmico. Sete em cada dez brasileiros com diabetes (72%) relatam cansaço frequente devido à condição. Além disso, 57% dos participantes afirmam que a qualidade do sono é comprometida, e 55% sentem que acordam sem energia para enfrentar o dia. O estudo também revela que 36% dos diabéticos enfrentam dificuldades em fazer novas amizades devido à doença.

Tecnologia como aliada

Vianna ressalta que a tecnologia tem sido crucial para ajudar os pacientes a recuperar parte da autonomia. “Ferramentas preditivas agora conseguem antecipar tendências glicêmicas, proporcionando maior segurança e reduzindo o tempo gasto em cálculos”, explica.

Essa ideia é apoiada pelos pacientes; 90% dos diabéticos brasileiros valorizariam tecnologias que pudessem prever episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia antes de ocorrerem. Avanços em inteligência artificial já permitem prever tendências de glicose com até duas horas de antecedência durante o dia e até sete horas durante o sono.

Com esses desenvolvimentos, as viagens e os momentos de lazer podem se tornar mais tranquilos, minimizando a necessidade de intervenções constantes e permitindo que as pessoas aproveitem suas férias com mais liberdade.

Você já passou por situações semelhantes? Como tem sido sua experiência ao lidar com o diabetes em momentos de lazer? Compartilhe suas histórias e interaja conosco!

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