Professora da rede municipal de Eunápolis é presa por suspeita de maus-tratos a animais, após denuncias em Itapuã que levaram CCZ e a Polícia Militar a agir. Em uma residência da região, foi encontrado um cachorro vivo, bastante debilitado, e ossadas de outros animais, abrindo uma investigação sobre as condições do local.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) acionou a Polícia Militar após moradores relatarem urubus no entorno e um forte odor vindo do imóvel. Os agentes, com autorização para entrar, localizaram o cão vivo e indicaram a existência de esqueletos de animais no interior da casa.
Na área externa, a perícia identificou o corpo de um cachorro em estado avançado de decomposição e carcaças no terreno ao lado, incluindo um crânio que parecia pertencer a outro animal. O cenário reforça a suspeita de maus-tratos e abandono.
O cão que sobreviveu foi levado ao CCZ para tratamento, com início de vacinação, vermifugação e combate a pulgas e carrapatos. A coordenadora Cíntia Checon informou que o animal deverá passar por castração e, após a recuperação, ficará disponível para adoção.
De acordo com a Polícia Civil, a professora, 58 anos, deixou o imóvel há cerca de dois meses e mudou-se para o bairro Gusmão. A filha, 33, afirmou que a mãe não aceitava animais na nova casa e que havia uma ninhada de seis filhotes, tendo conseguido doar apenas um.
Em depoimento, a mulher disse que não levou os cães para a nova residência porque a proprietária não permitia animais. Ela também relatou que havia resgatado os cães de uma ninhada e que apenas um foi doado, enquanto os demais ficaram no local.
A professora ainda relatou que já havia buscado auxílio do CCZ no passado e que, na segunda-feira, retirou dois animais que já estavam mortos do imóvel. A versão apresentada pela defesa será examinada ao longo da investigação, enquanto a perícia continua para esclarecer as condições de vida no local.
Após a ocorrência, a equipe de perícia identificou outras ossadas no imóvel, inclusive na área lateral. Esses vestígios devem ajudar a entender as circunstâncias das mortes ocorridas.
A professora foi conduzida à delegacia sem algemas e responde pelo crime de maus-tratos contra animais, conforme o artigo 32 da Lei 9.605/1998.
Na audiência de custódia, o juiz concedeu liberdade provisória por considerar desproporcional a prisão preventiva, impondo medidas cautelares. Ela fica proibida de criar, manter ou possuir animais, além de obrigá-la a cumprir determinações judiciais e não obstruir o andamento do processo.
O cachorro resgatado permanece aos cuidados do CCZ e deverá se recuperar antes de ser disponibilizado para adoção. A investigação segue para confirmar as condições de moradia e as causas das mortes dos demais animais.
Se você tem informações sobre o caso, deixe seu comentário para ajudar as autoridades a esclarecerem os fatos. Sua participação é fundamental para a proteção animal e para estimular a adoção responsável.