Lideranças do PT no Rio de Janeiro vivem um racha público após a decisão sobre o número de urna para o candidato Diego Quaquá, filho do prefeito de Maricá. Lindbergh Farias e Marcelo Freixo criticaram a escolha, anunciando que veem a medida como favorecimento a interesses familiares dentro do partido.


A disputa envolve o número 1313, designado para Diego Quaquá, que é presidente do diretório estadual do PT no Rio e filho do prefeito de Maricá. Lindbergh Farias e Freixo classificaram a decisão como uma espécie de “capitania hereditária”, acusando a direção estadual de impor favorecimento familiar à frente das candidaturas.
Segundo os próprios integrantes, Quaquá aponta que o número 1313 representa Maricá, cidade de maior importância para o PT no estado, e afirma que o uso pela família não é apenas simbólico, mas uma prática que preserva a continuidade de seu projeto político na região, mantendo a marca da cidade na eleição.
As regras internas consultadas pela direção nacional do PT determinam que, se houver disputa, a prioridade fica com quem já usou o número nas últimas eleições. Caso não haja histórico anterior, a decisão deve sair por consenso e, na última hipótese, por sorteio entre os candidatos, conforme o estatuto interno.
Diante da questão, Lindbergh Farias e Freixo impetraram uma queixa no Diretório Nacional do PT contra a decisão de Quaquá, afirmando que o Rio recebeu o número de forma autoritária. O desentendimento envolve acusações de favorecimento de interesses familiares e questiona a condução da campanha pela the sigla no estado, com referências a episódios passados que alimentam o debate.
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