Manter a vida sexual ativa após os 40 anos envolve mais do que desejo: mudanças hormonais, estresse diário e questões de saúde podem influenciar a relação com o corpo. Um estudo recente aponta que muitas brasileiras nessa faixa etária enfrentam dificuldades na intimidade, especialmente ligadas à saúde da bexiga.
Durante a transição da perimenopausa para a menopausa, a queda de estrogênio e progesterona pode aumentar o risco de incontinência urinária e de escapes de urina, o que abala a confiança durante o sexo e pode gerar constrangimento.
A pesquisa Escape do Tabu, encomendada pela Apsen e realizada pela Ipsos, ouviu 1.500 mulheres com 40 anos ou mais, em todas as regiões do Brasil, entre 30 de junho e 8 de julho de 2026. O objetivo é ampliar a conscientização, facilitar o diagnóstico e incentivar o cuidado com a saúde urinária.
Entre os resultados, o levantamento mostra que cerca de 56% das mulheres acima de 40 anos são afetadas pela perda involuntária de urina. Além disso, 29% relatam que a condição aumenta a ansiedade, o estresse, a vergonha ou a tristeza, refletindo um impacto emocional significativo.
Para a Dra. Carmita Abdo, psiquiatra e especialista em Sexologia Médica, é fundamental manter a cabeça livre de medos para ter uma vida sexual ativa. “Uma mulher com incontinência urinária não está à vontade durante o ato sexual. O medo da perda de urina na hora H gera constrangimento e pode fazer o parceiro não entender o que está acontecendo”, afirmou ao portal A TARDE. Ela acrescenta que a simples aceitação da condição pelo parceiro não resolve o problema; é preciso cuidado médico e tratamento adequado.
A médica também reforça que o apoio do parceiro é importante, mas não substitui o tratamento. Quando há clareza sobre o início do cuidado, o parceiro passa a entender que as medidas estão em curso e que os resultados virão com o tempo. Quanto mais cedo a mulher buscar orientação médica, melhores são os desfechos.
O movimento Escape do Tabu, da Apsen, visa desmistificar a incontinência urinária e incentivar diagnóstico, tratamento e cuidado com a saúde urinária. O estudo foi conduzido com 1.500 mulheres de 40+ das classes A, B e C, em todo o Brasil, por meio de painel online.
Se este tema cruza o seu dia a dia, não guarde para si. Compartilhe suas experiências nos comentários e procure orientação médica se houver sinais de incontinência. Juntas, podemos abrir o diálogo e cuidar melhor da saúde urinária e da intimidade.

