BDRs se destacam na Bolsa como alternativa para investir em ETFs internacionais

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O mercado financeiro brasileiro está vibrando com o surgimento dos BDRs de ETFs, mecanismos que permitem ao investidor acessar cotas de ETFs estrangeiros através de recibos. Com 300 BDRs de ETFs já ativos na Bolsa, essa novidade se destaca frente aos 161 ETFs brasileiros, gerando debate sobre custos e eficiência no acesso a esses ativos.

Rodrigo Aloi, especialista em alocação da HMC Capital, aponta que muitos investidores que priorizam a redução de custos deveriam preferir os BDRs de ETFs. Os ETFs de ETFs exigem que o investidor pague taxas de administração adicionais, uma vez que funcionam como intermediários. A estrutura destes fundos brasileiros acaba criando um “custo extra”, já que o investidor paga tanto a taxa de custódia do fundo local quanto a do ETF estrangeiro original.

Em contrapartida, os BDRs oferecem uma opção mais direta. Eles refletem diretamente as cotas do ETF estrangeiro, resultando em um custo muito mais baixo para o investidor. Aloi descreve essa estrutura como um “acesso 95% direto”, onde o desempenho do investidor é atrelado ao ETF lá fora mais a variação cambial.

Entretanto, há uma ressalva: os dividendos. Quando um ETF americano distribui proventos, o depositário do BDR retém cerca de 4% do valor. Aloi destaca que, com ETFs de baixo rendimento de dividendos, o BDR continua sendo uma opção mais econômica. Mas, para produtos de renda fixa, com yields maiores, essa vantagem pode se inverter.

No que diz respeito à liquidez e governança, a criticidade geralmente associada aos BDRs é contestada por Aloi. Ele argumenta que a liquidez das ações subjacentes é mais relevante do que a “liquidez de tela” apresentada pelos ETFs. Além disso, a transparência na divulgação das carteiras é similar em ambas as opções.

Na esfera tributária, a situação é semelhante para ambos. A principal diferença é o tratamento de dividendos, com retenções que variam entre 15% e 30%, dependendo se o ETF é irlandês ou americano. Apesar das vantagens dos BDRs, os ETFs de ETFs continuam populares, de acordo com Aloi, principalmente por causa da falta de familiaridade dos investidores com os BDRs, que se tornaram acessíveis ao público em 2020.

O mercado de BDRs está em crescimento, tendo registrado um pico de 81 lançamentos em 2022 e 48 em 2025, refletindo um amadurecimento gradual. Aloi ressalta que a oferta de BDRs pode se expandir ainda mais, mas a conscientização sobre suas vantagens é o verdadeiro desafio a ser superado. Há também funções que os ETFs de ETFs desempenham, como acumular dividendos, que não podem ser replicadas via BDR.

Como o investidor se sente sobre essa transição e suas implicações? Participe da conversa e compartilhe suas opiniões sobre os BDRs e ETFs no mercado brasileiro!

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