O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou em sabatina na GloboNews que há uma desestruturação do presidencialismo causada pelas emendas parlamentares e que pretende direcionar 100% dessas emendas às obras do seu plano de governo, fortalecendo a autoridade do Executivo.
Caiado explicou que governaria com esse instrumento, mas alertou que não é viável ter “594 planos de governo” para atender a todos os parlamentares. Em tom direto, ressaltou que, em sua história pública, nunca houve emenda impositiva — o que, na visão dele, demonstra justamente a desestruturação institucional do sistema.
Na sequência, o ex-governador de Goiás detalhou a estratégia de atuação com as emendas, dizendo que vai apresentar obras por setor para que os parlamentares possam aplicá-las. “Vou direcionar 100% nas obras do governo, do meu plano de governo, eleito pela população.” Ele acrescentou que “não tem como” um parlamentar dizer não e afirmou que “você não pode menosprezar também o peso da cadeira da Presidência”.
A fala de Caiado reforça a ideia de que, segundo ele, é preciso um presidente com autoridade moral para negociar tais assuntos, evitando uma desordem institucional completa. Em resumo, a candidatura propõe centralizar decisões-chave para que o conjunto de emendas avance alinhado ao que foi prometido ao eleitorado.
Qual a sua leitura sobre essas propostas? Você concorda com a ideia de canalizar as emendas para as obras do governo ou prefere manter maior flexibilidade para cada parlamentar representar seu próprio conjunto de prioridades? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a entender diferentes visões sobre esse tema.