Chapada dos Veadeiros: incêndio chega ao 3º dia e atinge 1,8 mil hectares

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Brasil

Incêndios florestais atingem três regiões de Goiás e já consumiram 1,8 mil hectares de vegetação do Cerrado

24/08/2026 23:29

, atualizado 24/08/2026 23:46

Divulgação/ Corpo de Bombeiros de Goiás
Foto colorida de brigadistas combatendo o fogo na Chapada dos Veadeiros - Metrópoles

Uma área total de 1,8 mil hectares de vegetação do Cerrado foi consumida por incêndios florestais na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O fogo começou na última sexta-feira (21/8) e já dura três dias. Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de brigadistas, atuam em diferentes frentes na região.

Veja:

Cerca de 900 hectares foram atingidos em Colinas do Sul, área equivalente a 1,3 mil campos de futebol. Segundo moradores, uma fumaça branca foi vista sobre uma região conhecida como Lixão, destinada ao descarte de resíduos. Entre os materiais havia garrafas e outros objetos que podem contribuir para a propagação das chamas.

Na região do Morro da Baleia, na área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, ao menos 300 hectares foram queimados, segundo estimativa do governo estadual.

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Na região próxima ao Morro da Baleia, localizada dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, ao menos 300 hectares foram queimados.

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Já na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra Dourada (PESD), a estimativa inicial é de que mais de 600 hectares tenham sido atingidos pelo fogo. A área fica no entorno da unidade de conservação e tem como objetivo reduzir os impactos das atividades humanas sobre o parque.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio em Colinas do Sul está confinado por barreiras e aceiros naturais e permanece sob monitoramento. Duas equipes do Estado de Goiás continuam no local realizando o rescaldo, acompanhando pontos quentes e prevenindo possíveis reignições.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realiza o levantamento dos possíveis pontos de origem dos incêndios. Segundo a pasta, quando identificadas irregularidades, serão adotadas as medidas de responsabilização ambiental e realizados os encaminhamentos aos órgãos competentes.

Além das ações de combate e investigação, o governo estadual afirma manter equipes mobilizadas e monitoramento permanente das áreas de maior risco.

Também está em vigor a restrição ao uso do fogo, sendo fundamental que a população evite queimadas e qualquer atividade capaz de produzir chamas ou faíscas próximas à vegetação.

A região enfrenta condições meteorológicas severas, com temperatura em torno de 37°C, associada a tempo extremamente seco e baixos índices de umidade relativa do ar. O cenário ainda é agravado pelas condições climáticas associadas ao El Niño.

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