Conta digital vale a pena? 8 pontos para analisar antes de escolher um banco

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Abrir uma conta bancária ficou muito mais simples nos últimos anos. Em muitos casos, todo o processo pode ser iniciado pelo celular e boa parte das movimentações do dia a dia pode ser realizada sem precisar visitar uma agência.

Essa praticidade contribuiu para o crescimento das contas digitais e ampliou as alternativas disponíveis para o consumidor.

Mas ter muitas opções também cria uma dificuldade: como saber qual conta realmente combina com o seu perfil?

Escolher apenas pela publicidade, por uma promoção temporária ou porque alguém recomendou determinado banco pode não ser suficiente.

Uma conta que funciona muito bem para uma pessoa pode não oferecer as mesmas vantagens para outra.

Por isso, antes de abrir uma nova conta, é importante analisar tarifas, meios de pagamento, disponibilidade de crédito, atendimento, segurança e os demais serviços que podem ser utilizados no dia a dia.

A seguir, veja alguns dos principais pontos que merecem atenção nessa escolha.

  1. Entenda primeiro como você pretende usar a conta

O primeiro passo não é comparar bancos.

É entender suas próprias necessidades.

Uma pessoa que deseja apenas receber salário, fazer Pix e pagar contas provavelmente possui necessidades diferentes de alguém que utiliza cartão de crédito com frequência.

O mesmo acontece com quem precisa sacar dinheiro regularmente, receber pagamentos de clientes ou utilizar serviços financeiros relacionados a uma pequena empresa.

Antes de comparar as alternativas, responda algumas perguntas:

  • Você recebe salário pela conta?
  • Faz muitos pagamentos por Pix?
  • Precisa sacar dinheiro com frequência?
  • Costuma utilizar cartão de crédito?
  • Faz compras internacionais?
  • Pretende guardar ou investir dinheiro pelo aplicativo?
  • Precisa receber pagamentos de clientes?
  • Utiliza boleto para adicionar dinheiro à conta?
  • Prefere atendimento digital ou considera importante ter acesso presencial?

As respostas ajudam a definir quais características devem receber maior peso na comparação.

  1. Analise as tarifas além da manutenção da conta

“Conta grátis” é uma expressão bastante atraente, mas não deve ser o único critério.

Uma instituição pode não cobrar mensalidade e ainda assim possuir tarifas relacionadas a determinados serviços.

Por isso, vale verificar as condições aplicáveis a operações que você realmente pretende utilizar.

Entre os itens que podem ser analisados estão:

  • saques;
  • emissão de segunda via de cartão;
  • transferências específicas;
  • serviços internacionais;
  • conversão de moeda;
  • determinadas modalidades de depósito;
  • serviços adicionais contratados pelo aplicativo.

Imagine alguém que utiliza dinheiro em espécie com frequência.

Para essa pessoa, o custo e a disponibilidade de saques podem ser mais relevantes do que para alguém que praticamente só utiliza Pix e cartão.

Por isso, uma comparação adequada deve considerar o custo relacionado ao seu padrão de utilização, e não apenas a existência ou ausência de mensalidade.

  1. Observe a qualidade do aplicativo

Em uma conta predominantemente digital, o aplicativo assume boa parte das funções que antes eram realizadas em uma agência bancária.

É pelo celular que normalmente o usuário consulta o saldo, realiza pagamentos, administra cartões, movimenta dinheiro e acessa diversos serviços.

Por isso, a experiência no aplicativo importa.

Antes de concentrar toda a sua movimentação financeira em uma instituição, vale observar se os recursos que você considera importantes são facilmente encontrados.

Também é interessante analisar quais ferramentas de segurança estão disponíveis.

Bloqueio temporário de cartão, avisos de movimentação e acompanhamento das compras são exemplos de funcionalidades que podem facilitar o controle da conta.

Sites especializados em finanças podem ajudar nessa etapa de pesquisa. O Credyd, por exemplo, reúne conteúdos sobre bancos, cartões, contas e outros produtos financeiros que podem auxiliar o consumidor a entender melhor as alternativas antes de tomar uma decisão.

A pesquisa prévia é especialmente importante quando a intenção é transformar aquela conta na principal ferramenta de movimentação financeira da família ou do negócio.

  1. Veja o que a conta oferece além do Pix

O Pix se tornou uma das funcionalidades mais presentes no cotidiano financeiro brasileiro.

Porém, praticamente todas as principais instituições já oferecem esse tipo de transferência.

Por esse motivo, apenas disponibilizar Pix deixou de ser um grande elemento de diferenciação.

É importante observar o conjunto dos serviços.

Algumas contas concentram diferentes funcionalidades em um único aplicativo, como pagamento de boletos, cartão, investimentos, seguros ou outras soluções.

Isso pode ser interessante para quem prefere centralizar a vida financeira.

Outras pessoas podem preferir exatamente o contrário: manter investimentos em uma instituição, cartão em outra e a conta utilizada para despesas cotidianas em um terceiro banco.

Nenhuma dessas estratégias é necessariamente superior.

O importante é que a estrutura escolhida seja fácil de administrar.

  1. Não escolha uma conta apenas por causa do cartão de crédito

O cartão é um dos principais motivos para a abertura de novas contas.

No entanto, é importante separar dois produtos diferentes: conta bancária e cartão de crédito.

Abrir uma conta não significa necessariamente receber determinado cartão, limite ou condição de crédito.

Cada instituição possui seus próprios critérios para disponibilizar produtos e definir condições.

Por isso, se o cartão é uma prioridade, pesquise especificamente:

  • existência de anuidade;
  • regras para isenção;
  • benefícios;
  • bandeira;
  • cartão virtual;
  • possibilidade de pagamento por aproximação;
  • ferramentas de controle;
  • critérios informados pela instituição para disponibilização do produto.

Também é recomendável analisar o produto completo, e não apenas uma característica isolada.

Um cartão sem anuidade pode ser adequado para determinado perfil, enquanto outra pessoa pode considerar interessante pagar por um produto que ofereça benefícios que realmente serão utilizados.

O valor está na relação entre custo e utilidade.

  1. Pesquise cada instituição individualmente

Comparações gerais são úteis para conhecer alternativas.

Depois disso, vale pesquisar individualmente os bancos que despertaram maior interesse.

Considere, por exemplo, uma pessoa avaliando abrir uma conta no PagBank.

Em vez de pesquisar apenas listas genéricas de “melhores bancos digitais”, ela pode buscar informações específicas sobre funcionamento da conta, serviços oferecidos e processo relacionado ao cartão.

Uma opção é consultar esta análise sobre o PagBank, abertura de conta e solicitação de cartão, que reúne informações específicas sobre o produto.

Essa lógica pode ser aplicada a qualquer instituição.

Quanto mais importante for o papel daquela conta na sua vida financeira, maior deve ser o cuidado na pesquisa.

  1. Considere também o atendimento

Enquanto tudo funciona normalmente, a qualidade do atendimento pode parecer pouco importante.

Essa percepção muda quando surge um problema.

Uma transferência não reconhecida, dificuldade de acesso, cartão bloqueado ou problema em um pagamento pode exigir contato com a instituição.

Por isso, pesquise quais canais de atendimento estão disponíveis.

Aplicativo, chat, telefone e outros meios podem fazer diferença dependendo do seu perfil.

Quem não possui familiaridade com atendimento exclusivamente digital deve considerar esse aspecto com ainda mais atenção antes de escolher uma conta sem agências físicas.

Também vale lembrar que um banco pode funcionar bem para milhares de clientes e ainda apresentar experiências diferentes em situações específicas.

Por isso, relatos de usuários podem ser utilizados como uma fonte complementar, e não como único critério de decisão.

  1. Avalie os recursos de segurança

A conveniência de movimentar dinheiro pelo celular precisa vir acompanhada de cuidado com segurança.

Antes de utilizar uma conta como principal, conheça as ferramentas disponibilizadas para proteção das movimentações.

Também adote boas práticas pessoais.

Evite compartilhar senhas ou códigos recebidos por SMS. Desconfie de contatos que solicitam acesso ao aplicativo. Confira os dados do destinatário antes de concluir uma transferência.

Outra prática útil é configurar os recursos de segurança oferecidos pelo próprio aparelho e pelos aplicativos financeiros.

Como uma parte cada vez maior da vida financeira passa pelo celular, proteger o dispositivo também significa proteger o acesso ao dinheiro.

Conta principal ou várias contas: o que é melhor?

Com tantas alternativas disponíveis, algumas pessoas acumulam contas em diversas instituições.

Isso não representa necessariamente um problema.

Ter mais de uma conta pode ser útil para separar objetivos.

Uma conta pode concentrar as despesas domésticas. Outra pode ser utilizada para investimentos. Uma terceira pode ter um cartão com benefícios específicos.

O problema aparece quando essa divisão dificulta o controle financeiro.

Se existem saldos, cartões, faturas e cobranças espalhados por muitos aplicativos, fica mais difícil enxergar a situação financeira completa.

Nesse cenário, simplificar pode ser mais eficiente.

Uma pergunta útil é:

Qual função essa conta desempenha na minha organização financeira?

Se não existe uma resposta clara, talvez valha avaliar se ainda faz sentido mantê-la.

Faça uma comparação baseada no seu perfil

Não existe uma única conta digital que seja automaticamente a melhor para todas as pessoas.

Um profissional autônomo pode valorizar recursos relacionados a recebimentos.

Quem viaja frequentemente pode observar serviços internacionais.

Uma pessoa que pretende investir pode procurar integração entre conta e investimentos.

Já alguém que deseja apenas administrar despesas mensais pode priorizar simplicidade, ausência de tarifas relevantes e facilidade para realizar pagamentos.

Por isso, rankings podem servir como ponto de partida, mas dificilmente substituem uma análise individual.

Uma comparação simples pode incluir cinco critérios:

Custo: quanto você pagará pelos serviços que realmente utiliza?

Praticidade: o aplicativo facilita as operações do cotidiano?

Produtos: existem cartão e outros serviços que fazem sentido para você?

Atendimento: os canais disponíveis atendem às suas necessidades?

Segurança: você conhece e considera adequadas as ferramentas de proteção oferecidas?

Depois de responder a essas perguntas para duas ou três instituições, a escolha tende a ficar mais clara.

Não tenha pressa para concentrar todo o dinheiro

Abrir uma conta pode ser rápido.

Transformá-la imediatamente na sua principal conta financeira não precisa ser.

Uma estratégia possível é conhecer primeiro o serviço.

Teste o aplicativo. Faça algumas movimentações. Conheça os menus. Entenda os canais de atendimento e verifique se as funcionalidades importantes para você estão disponíveis.

Depois disso, é possível decidir se vale receber salário, cadastrar contas em débito automático ou concentrar outras operações naquela instituição.

Essa adaptação gradual também reduz o transtorno caso você descubra que o serviço não corresponde às suas necessidades.

Conclusão

As contas digitais aumentaram as possibilidades disponíveis para quem deseja movimentar dinheiro, realizar pagamentos e acessar serviços financeiros pelo celular.

Mas facilidade para abrir uma conta não significa que todas as alternativas sejam iguais.

Antes de escolher, procure entender seu próprio perfil.

Analise os custos relacionados aos serviços que utiliza. Observe a qualidade do aplicativo. Pesquise o cartão separadamente. Conheça os canais de atendimento e avalie as ferramentas de segurança.

Também vale consultar informações sobre cada instituição antes de concentrar sua movimentação financeira.

A melhor conta não é necessariamente aquela com a maior quantidade de benefícios anunciados.

É aquela cujos serviços, custos e características fazem sentido para a forma como você realmente administra o dinheiro.

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