XP aponta que Copom deve reduzir o juro para 14%, pausar até 2027 e, na sequência, retomar a calibração

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Resumo estratégico: o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de quarta-feira, com uma pausa prevista até 2027, conforme a XP Investimentos. Depois desse intervalo, a expectativa é de retomada gradual dos cortes e, ao fim do próximo ano, a taxa pode chegar a 11,50%.

A conjuntura tem favorecido a leitura da XP: desde a última reunião, em junho, a economia brasileira mostra sinais de melhoria, com inflação mais amena, atividade moderada e câmbio relativamente estável. No cenário externo, a inflação em países desenvolvidos tem ficado mais branda, apesar do petróleo oscilar em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio. O economista-chefe Caio Megale aponta que o comunicado deve soar neutro, sem indicar com clareza os próximos passos da política monetária.

O que pode mudar o cenário: se a inflação continuar caindo e a atividade doméstica desacelerar mais, o Copom pode estender o ciclo de cortes nas próximas reuniões, sem adiantar um recuo agora. Por outro lado, para um corte mais expressivo em 2027, será preciso avanços significativos nas reformas fiscais para manter as contas públicas em trajetória estável.

Petróleo, atividade e inflação sustentam o corte: a XP destaca a retração do petróleo para cerca de 80 dólares após superar 100 dólares recentemente, o que contribui para um cenário inflacionário mais brando. Dados de inflação nos EUA e em outras economias também vieram abaixo do esperado, reduzindo a pressão para subida de juros mundial. Internamente, varejo, serviços e indústria apontaram desaceleração em março, sugerindo acomodação do PIB no segundo trimestre.

Inflação surpreende: os números de inflação ficaram abaixo das expectativas, inclusive nas leituras núcleo, o que sinaliza desinflação mais disseminada. Embora voláteis, esses dados são um indicativo encorajador, segundo o relatório da XP, ainda que não confirme uma reversão de tendência. A taxa de câmbio deve manter o real estável diante das incertezas fiscais e políticas, sustentada por superávits comerciais expressivos e aportes de investimento direto no país.

IPCA do ano deve recuar: com a modelagem do Banco Central, a XP projeta o IPCA de 2026 em 4,9% (de 5,2%), avançando para 3,7% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, cenário que reforça a possibilidade de mais alívio monetário no curto prazo, seguido de prudência. A leitura é de que a ressaca econômica pós-eleições pode já estar ocorrendo, puxada pelo peso do endividamento e das incertezas políticas sobre a capacidade de repassar custos.

Conclusão para o investidor: a combinação de inflação mais baixa, câmbio relativamente estável e um aperto anterior na política monetária aponta para um caminho de cortes graduais até 2027, com pausa prevista. A leitura da XP reforça que, para sustentar cortes mais expressivos, reformas fiscais e melhora na confiança podem ser determinantes.

E você, qual o seu palpite para o rumo dos juros? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão sobre o Copom, Selic e o cenário econômico brasileiro nos próximos meses. Faça perguntas, discuta com a gente e participe da conversa.

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