O endividamento público brasileiro atingiu 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho de 2023, totalizando R$ 10,9 trilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Esse aumento de 0,6 ponto percentual em relação a junho representa o maior nível desde abril de 2021, durante o pico da pandemia.
Para o cálculo, são considerados os dados do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. O crescimento observado foi impulsionado, principalmente, pelos juros nominais apropriados e pelas emissões líquidas de dívida.
Este índice é fundamental para investidores, pois reflete a saúde das finanças públicas. O aumento do endividamento é atribuído ao déficit público e ao pagamento de juros necessários para equilibrar as contas do país.
Com essa alta, o endividamento público volta a níveis semelhantes aos registrados durante a crise da Covid-19, alcançando seu ápice em dezembro de 2020, com 87,7% do PIB.
No que diz respeito ao superávit primário, em julho, o setor público consolidado (que inclui governos federal, estaduais, municipais e estatais, excluindo bancos e Petrobras) registrou um superávit de R$ 1,4 bilhão, comparado a um déficit de R$ 66 bilhões em julho de 2022. O governo federal teve um superávit de R$ 11 bilhões, enquanto as entidades regionais e estatais registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.
No acumulado de 2023, entre janeiro e julho, o déficit do setor público já soma R$ 78,8 bilhões.
Déficit nominal
O Banco Central também monitora o déficit nominal, que considera os gastos com o pagamento da dívida pública. Até julho, o déficit nominal acumulado nos últimos doze meses alcançou R$ 1,239 trilhão (9,34% do PIB), apresentando uma redução de 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.


