Telefônica Brasil registra crescimento de 17% no lucro do segundo trimestre, totalizando R$ 1,57 bilhão

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No segundo trimestre de 2026, a Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, alcançou um lucro líquido de R$ 1,573 bilhão, representando um crescimento de 17% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento no lucro é atribuído à expansão da receita nos segmentos principais da empresa, que manteve os custos sob controle, resultando em melhores margens.

O Ebitda, que indica a lucratividade antes de juros, impostos, depreciação e amortização, cresceu 10,9%, alcançando R$ 6,581 bilhões, com margem correspondente a 41,8%, um aumento de 1,3 pontos percentuais. A receita operacional líquida subiu 7,6%, totalizando R$ 15,757 bilhões.

O crescimento foi impulsionado tanto pela área móvel, que cresceu 6,6%, quanto pela área fixa, com aumento de 6,0%. Destaca-se também que a receita proveniente de aparelhos e eletrônicos teve um crescimento notável de 27,8%, totalizando R$ 1,048 bilhão.

Os custos totais da operação aumentaram 5,3%, para R$ 9,177 bilhões, um aumento inferior ao da receita, o que ajudou a melhorar as margens. Entretanto, o resultado financeiro indicou uma despesa líquida de R$ 713,8 milhões, com um aumento de 3,6%. O imposto de renda e a contribuição social cresceram 46%, totalizando R$ 316 milhões.

No trimestre, a empresa investiu R$ 2,589 bilhões, o que representa um aumento de 6,1% em relação ao ano passado. A Telefônica continou expandindo sua cobertura 5G, chegando a 978 municípios após adicionar mais 325 cidades no último ano.

O fluxo de caixa livre foi de R$ 2,661 bilhões, uma queda de 10,7% na comparação anual, devido ao aumento do Ebitda e à redução no consumo de capital circulante. No encerramento do trimestre, a dívida líquida da Telefônica alcançou R$ 10,998 bilhões, um incremento de 3,5% em relação ao período anterior.

Setores

Por setor, a receita líquida de serviços móveis subiu 6,6% neste segundo trimestre, atingindo R$ 10,183 bilhões. O número de clientes aumentou em 2,6%, somando 105 milhões. A receita de clientes pré-pagos diminuiu 1,3%, enquanto a dos planos pós-pagos registrou um crescimento de 7,9%.

O sucesso no segmento pós-pago é atribuído à migração para planos mais rentáveis e à adição contínua de novos usuários. A receita média por usuário (Arpu) no pós-pago foi de R$ 53,9 ao mês, com um pequeno aumento de 0,8% em relação ao ano anterior.

No setor fixo, houve um crescimento de 6% na receita, totalizando R$ 4,527 bilhões. A rede de fibra abrange 32 milhões de domicílios, com 8,2 milhões conectados, representando um crescimento de 11,3%. A receita com banda larga por fibra ótica aumentou 10,7%, com o setor de TI e conectividade crescendo 7,8%.

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