
Comitê petista reage à fala do presidente e intensifica ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), inclusive na propaganda eleitoral
29/08/2026 04:30
atualizado 29/08/2026 09:12
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando não conhecer a lobista Roberta Luchsinger, gerou polêmica e reação rápida de seus adversários. A fala foi feita durante uma entrevista ao Jornal Nacional e, desde então, tem sido explorada pela oposição, especialmente com fotografias dele ao lado da empresária.
Após a controvérsia, a campanha do presidente intensifica ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL), diante do desgaste gerado pela declaração e o risco eleitoral vinculado a investigações em curso sobre suspeitas de tráfico de influência em sua administração.
Na sequência da fala de Lula, teve início o período de propaganda eleitoral gratuita nos meios de comunicação, com os partidos iniciando veiculações desde sexta-feira (28/8), refletindo em um clima de disputa acirrada.
Durante o dia, foram veiculados vídeos da coligação Brasil Pronto pra Mais, composta por PT, PSol, Rede, PCdoB, PV, PSB e PDT, visando desacreditar a imagem de Flávio Bolsonaro.
No primeiro vídeo, um áudio do senador foi exibido, onde ele cobra R$ 134 milhões para o financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.
Além disso, outro material destaca um “currículo” de Flávio, trazendo à tona sua trajetória como “funcionário fantasma” e lembrando denúncias anteriores sobre lavagem de dinheiro em seu gabinete.
A inserção finaliza com a etiqueta de “o pior dos Bolsonaros” e um site criado pelo PT para compartilhar mais acusações e vídeos sobre o senador.
A estratégia do PT é concentrar os ataques nos comerciais curtos, reservando o tempo maior para apresentar propostas e conquistas de governo, como destacado na estreia de Lula, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

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Roberta Luchsinger é apoiadora do presidente Lula e costuma ir a eventos do petista
Reprodução/Instagram
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Lulinha e Roberta Luchsinger
Arte/ Metrópoles
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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
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Roberta Luchsinger e Careca do INSS
Arquivo Pessoal/VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Investigações
- Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) relacionados a tráfico de influência em contratos governamentais.
- Ele é apontado como sócio oculto em negócios com Roberta Luchsinger.
- Paga a Lulinha por meio de transações que embasaram a abertura dos inquéritos sob a relatoria de ministros do STF.
- Roberta está envolvida em negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, sob investigação da Operação Sem Desconto na PF.
- Suspeita-se que Roberta ofereceu joias e pagou despesas do ex-chefe de gabinete de Lula para manter influência no governo.
Trunfo para oposição
Na entrevista, Lula declarou não conhecer Roberta Luchsinger, mas essa afirmação foi rapidamente utilizada por opositores para questionar sua credibilidade.
“Só faltou ela dizer que eu ofereci a ela o Ministério da Defesa”, afirmou o presidente, descrevendo a declaração como insensata.
A oposição resgatou em mídias sociais fotos onde Roberta aparece ao lado de Lula em eventos anteriores. As imagens foram publicadas pela lobista em redes sociais, intensificando a controvérsia.
A campanha de Lula declarou que encontros fotográficos não implicam em relacionamentos, buscando minimizar a controvérsia.
“A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, afirmou a campanha, reiterando que Lula não tem qualquer vínculo com Roberta.



