Resumo: O governo de São Paulo classificou como injustificável a continuidade da greve dos ferroviários, afirmando que a paralisação prejudica quase 1 milhão de passageiros e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Nova assembleia está marcada para hoje e amanhã para avaliar o andamento das negociações.
A Secretaria de Comunicação (Secom) destacou que os impactos vão além do sistema ferroviário, com o rodízio municipal suspenso na capital e um registro de 720 quilômetros de congestionamento pela manhã. Segundo a gestão estadual, a justificativa apresentada pelo sindicato não condiz com a realidade, já que não haveria demissões decorrentes do processo de concessão; dos 4.648 funcionários em junho de 2026, 2.171 permanecem na Linha 10-Turquesa, enquanto o restante está contemplado em um plano de realocação envolvendo Metrô, Arsesp, Arts e outros órgãos.
Além disso, o governo ressaltou que o movimento é visto como político, apontando que a insistência na paralisação vai além de reivindicações trabalhistas. O texto destaca que a cidade enfrenta impactos relevantes na mobilidade da maior região metropolitana da América Latina, com efeitos diretos no serviço público e na vida de quem depende do transporte diariamente.
“Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento.”
Manutenção da greve: o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil não fechou acordo e decidiu manter a paralisação das linhas CPTM 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade pelo menos até as 17h desta quarta-feira (5/8), quando há nova assembleia para avaliar o andamento das negociações. A principal reivindicação continua sendo uma garantia formal por escrito de empregos preservados na CPTM, e a entidade disse estar aberta ao diálogo.
Impacto no dia: pela manhã, o Metrô de São Paulo registrou maior movimentação em várias linhas, com lotação acima do normal e filas nas catracas. A CPTM acionou contingência para as linhas 11 e 12, com operação parcial e suspensão total da 13-Jade ao longo do dia. O Paese foi acionado (128 ônibus mobilizados) e a Prefeitura suspendeu o rodízio, buscando atenuar o impacto no transporte da cidade.
Reivindicações em pauta: entre as propostas, está a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, e a aprovação do PL nº 730/2025 na Alesp, que prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.










Na véspera, a CPTM informou que acionou seu plano de contingência para as linhas 11-Coral e 12-Safira, com operação parcial pela manhã e à tarde, e a 13-Jade sem operação durante o dia. O Metrô também ajustou horários de abertura e enviou trens vazios para áreas com maior lotação, com o Paese atuando para facilitar o transporte de passageiros.
Além disso, a reportagem acompanha o debate entre trabalhadores e governo sobre a reestatização e a lei que orienta a absorção de funcionários, temas centrais para o desfecho da paralisação nas linhas CPTM.
Curta, comente suas experiências com o transporte nesta greve e compartilhe como isso impactou sua rotina. O seu relato ajuda a entender o alcance real dessas medidas e o andamento das negociações.
Para complementar, veja o vídeo da cobertura sobre a decisão dos ferroviários, produzido pelo portal, que traz imagens, dados e depoimentos, ajudando a contextualizar a situação de forma rápida e objetiva.