Ministério apura uso de emenda de líder do União destinada à promoção

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Tácio Lorran

Nome de Pedro Lucas Fernandes e de suplente foram estampados em materias de divulgação do evento pago com emenda

Resumo direto: o Ministério do Esporte abriu uma apuração interna sobre possível uso indevido de uma emenda parlamentar para promoção de políticos em materiais de divulgação de um evento esportivo em São Luís, as Olimpíadas do Bacanga. O financiador foi o governo federal, com R$ 980 mil, destinado ao Instituto de Apoio à Mulheres e à Criança (IAMUC). A divulgação exibiu o nome do deputado Pedro Lucas Fernandes e de um suplente, o que gerou questionamentos sobre impessoalidade e uso de recursos públicos para promoção pública.

A apuração visa confirmar se houve uso de recursos públicos para promoção de uma figura pública, o que violaria o princípio constitucional da impessoalidade e as regras de execução de parcerias com o Ministério do Esporte. O caso envolve também a ligação entre a ONG que recebeu a verba, a empresa contratada para executar o evento e políticos ligados ao União Brasil na Câmara.

A Olimpíadas do Bacanga ocorreu entre 5 e 26 de julho, com a manhã de 980 mil reais repassados pela União ao Instituto IAMUC em maio. A entidade afirma ter realizado o maior projeto esportivo e cultural da história de São Luís, destacando a participação de milhares de pessoas e a abertura para ações de inclusão social.

O líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes, disse que o instituto atua em várias frentes com o poder público e a iniciativa privada, e que a empresa contratada também trabalha em projetos desse tipo. Ele afirmou que o evento teve caráter esportivo e comunitário, e que qualquer menção ao seu nome não decorreu de promoção eleitoral, mas sim de uma divulgação institucional da iniciativa.

Ivan Júnior, mobilizador do evento, reforçou que o IAMUC executa projetos sociais e que a empresa contratada tem histórico de atuação semelhante. A presidente do IAMUC, Lindalva Lira Silva, destacou que a participação de familiares não apaga o mérito do projeto, e que a escolha da empresa ocorreu pela confiabilidade da comunidade. A University of Porto LTDA afirmou ter sido contratada pela credibilidade do instituto, ressaltando que pagamentos foram feitos apenas após parte da produção estar concluída e que o projeto segue em andamento, com a prestação de contas ainda por iniciar.

“Concluída a apuração, e sendo constatadas irregularidades, o Ministério adotará as medidas administrativas cabíveis e, se houver indícios de infração à legislação eleitoral, encaminhará o caso ao Ministério Público Eleitoral”, disse a nota oficial.

Entretanto, a avaliação sobre a denúncia continua em aberto, enquanto as partes avaliam os impactos da divulgação e a necessidade de ajustes em práticas de transparência e prestação de contas. O debate permanece vivo entre defesa de projetos sociais e a exigência de clareza no uso de recursos públicos.

E você, o que pensa sobre o uso de emendas para promoção de figuras públicas e a divulgação de projetos com recursos federais? compartilhe sua opinião nos comentários. Sua leitura ajuda a orientar a discussão sobre transparência na gestão pública.

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