
PCO lidera candidaturas aos governos estaduais, enquanto PL reúne o maior número de nomes na disputa ao Senado, nas eleições deste ano

As eleições de 2026 terão 199 candidatos ao governo dos 26 estados e do Distrito Federal, número 10,8% menor que o de 2022, quando 223 nomes disputaram o cargo. Levantamento realizado com base nos dados de registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 27 partidos lançaram ao menos um nome ao Executivo estadual em todo o país.
Entre as siglas, as que aparecem com maior número de registros, entretanto, não são aquelas com maior força eleitoral ou representação no Congresso. O Partido da Causa Operária (PCO) lidera o ranking, com 18 candidaturas ao governo, seguido pela Unidade Popular (UP), com 17, e pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 16.
Na sequência aparecem o PSD e o PL, com 13 candidaturas ao Executivo estadual, cada, e por fim, o PT, com 12. Podemos, Rede e Solidariedade registraram apenas uma candidatura para governador, cada.
Veja o ranking completo:
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- PCO: 18 candidaturas;
- UP: 17 candidaturas;
- PSTU: 16 candidaturas;
- PSD: 13 candidaturas;
- PL: 13 candidaturas;
- PT: 12 candidaturas;
- PSol: 10 candidaturas;
- Missão: 9 candidaturas;
- PSDB: 9 candidaturas;
- MDB: 9 candidaturas;
- DC: 9 candidaturas;
- Novo: 8 candidaturas;
- Republicanos: 8 candidaturas;
- Agir: 7 candidaturas;
- União: 6 candidaturas;
- Democrata: 6 candidaturas;
- PP: 5 candidaturas;
- PSB: 5 candidaturas;
- PCB: 4 candidaturas;
- Mobiliza: 3 candidaturas;
- PDT: 3 candidaturas;
- Avante: 3 candidaturas;
- PRD: 2 candidaturas;
- PRTB: 2 candidaturas;
- Podemos: 1 candidatura;
- Rede: 1 candidatura;
- Solidariedade: 1 candidatura.
A liderança de PCO e UP no número de candidaturas reflete uma estratégia eleitoral conhecida como “agitprop”, abreviação de “agitação e propaganda”, usada para descrever estratégias voltadas à mobilização política e à disseminação de ideias.
Nesse caso, a candidatura funciona também como instrumento de divulgação das bandeiras e dos programas dos partidos, e não apenas como uma disputa pelo cargo.
A participação nas eleições amplia a presença nacional dos partidos e garante espaço para apresentar suas propostas no horário eleitoral e nos debates.
Candidaturas por estado
A distribuição das candidaturas a governador também é desigual entre as unidades da Federação. O Piauí concentra o maior número de concorrentes ao governo estadual, com 12 registros, seguido por Minas Gerais e pelo Distrito Federal, com 11 cada.
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Ceará aparecem na sequência, com nove candidaturas, cada. Alagoas, por outro lado, tem a disputa menos fragmentada, com quatro candidatos.
Em 2026, o eleitor escolherá, no mesmo dia, o presidente da República, o governador do estado, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, onde houver necessidade, para 25 de outubro.
O resultado das urnas definirá não apenas os novos governos estaduais, mas também a composição do Congresso Nacional e das assembleias legislativas, além de influenciar o cenário político do próximo mandato presidencial.
Dos 27 governadores em exercício, nove concorrem a um novo mandato no mesmo estado:
- Amapá: Clécio Luís (União Brasil)
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
- Ceará: Elmano de Freitas (PT)
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP)
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP)
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
- Piauí: Rafael Fonteles (PT)
- São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)
PL lidera disputa ao Senado
O panorama muda quando o recorte é a disputa pelas vagas no Senado. Em 2026, 317 candidaturas foram registradas para o cargo em todo o país. O número chega a ser 30,5% superior ao registrado em 2022, quando 243 candidatos disputaram as 27 cadeiras disponíveis da Casa legislativa.
A quantidade maior de concorrentes reflete a dinâmica própria da eleição para o Senado, que, em 2026, terá duas vagas em disputa por estado e pelo Distrito Federal.
Diferentemente do que ocorre na corrida pelos governos estaduais, o PL é o partido com o maior número de candidaturas ao Senado, com 33 registros. Na sequência aparecem a UP, com 23, e o PSol, com 21. MDB e PT têm 19 candidatos, cada, seguidos pelo DC, com 18, e pelo PSTU, com 17.
O PCO, que lidera o ranking de candidaturas para governador, aparece na 10ª posição entre os partidos que disputam o Senado, com 14 registros.
Veja o ranking completo:
- PL: 33 candidaturas;
- UP: 23 candidaturas;
- PSol: 21 candidaturas;
- MDB: 19 candidaturas;
- PT: 19 candidaturas;
- DC: 18 candidaturas;
- PSTU: 17 candidaturas;
- PSD: 15 candidaturas;
- Novo: 15 candidaturas;
- PCO: 14 candidaturas;
- Republicanos: 12 candidaturas;
- Democrata: 11 candidaturas;
- PP: 10 candidaturas;
- União: 10 candidaturas;
- PDT: 8 candidaturas;
- Avante: 8 candidaturas;
- Agir: 7 candidaturas;
- Podemos: 7 candidaturas;
- Mobiliza: 6 candidaturas;
- Missão: 6 candidaturas;
- Rede: 6 candidaturas;
- PRD: 3 candidaturas;
- Cidadania: 3 candidaturas;
- PCB: 2 candidaturas;
- PRTB: 2 candidaturas;
- PV: 2 candidaturas;
- Solidariedade: 2 candidaturas.
O Piauí volta a se destacar e concentra o maior número de candidatos ao Senado, com 21 registros. Minas Gerais aparece em seguida, com 17, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo têm 16 candidatos, cada. Na outra ponta, Alagoas registra o menor número de concorrentes, com sete candidaturas.