Max Verstappen decidiu permanecer na Red Bull Racing até o fim de 2030, encerrando meses de especulações sobre seu futuro na Fórmula 1. A escolha reforça o compromisso do tetracampeão, mas também levanta dúvidas diante do atual momento da equipe.
Após o GP da Holanda no último final de semana, a Red Bull ocupa apenas a quarta posição no campeonato de construtores, atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren. Verstappen, por sua vez, ainda não venceu na temporada e aparece somente em sexto entre os pilotos, um cenário bastante diferente do domínio construído pela equipe nos últimos anos.
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O novo acordo representa uma extensão de dois anos em relação ao contrato anterior, que terminaria em 2028. Segundo algumas estimativas, o vínculo anterior teria valor em torno de US$ 95 milhões e o novo seria de US$ 135 milhões por temporada. Verstappen também afirmou que considera a Red Bull uma ‘segunda família’ e que deseja ajudar a equipe a voltar ao topo.
Porém, o problema apontado por vários comentaristas de F1, está na transformação da estrutura que sustentou os maiores sucessos recentes da Red Bull. Adrian Newey deixou a equipe indo para a Aston Martin, enquanto Rob Marshall foi para a McLaren e Dan Fallows deixou a estrutura técnica para também trabalhar na Aston Martin, além da saída de Jonathan Wheatley para a Sauber, que então se preparava para a entrada oficial da Audi.

Outras figuras importantes também são mencionadas entre as perdas, incluindo Helmut Marko, Christian Horner e Gianpiero Lambiase, que irá para a McLaren. Na avaliação apresentada, a quantidade de profissionais experientes que deixou a organização não pode ser compensada imediatamente, aumentando as dúvidas sobre a capacidade da Red Bull de produzir um carro novamente dominante.
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Nesse cenário, uma eventual transferência de Verstappen para a McLaren é apontada como uma alternativa que teria feito sentido, especialmente pelo crescimento da equipe de Woking e pela presença de antigos integrantes da Red Bull em sua estrutura. Ainda assim, Verstappen decidiu confiar no projeto liderado por Laurent Mekies e permanecer ao lado de sua equipe atual.
A escolha é descrita como leal e financeiramente vantajosa, mas o resultado esportivo ainda é uma incógnita. Com a Red Bull distante da disputa pelo título em 2026, somente os próximos anos irão mostrar se a decisão de Verstappen foi uma demonstração de confiança, ou se acabou reduzindo suas oportunidades de conquistar mais títulos na Fórmula 1.


