PEQUIM — O setor industrial da China cresceu em julho, mas a velocidade de expansão recuou para o ritmo mais fraco dos últimos quatro meses, com produção e novos pedidos aumentando menos e exportações voltando a crescer apenas de forma modesta. O PMI da S&P Global ficou em 50,9, abaixo do esperado, mantendo a linha de expansão, porém em ritmo mais contido. Palavras-chave: PMI China, indústria, exportações, infraestrutura.
O levantamento privado mostrou que novos pedidos desaceleraram para o ritmo mais fraco desde janeiro. As exportações voltaram a crescer após contração em maio e junho, ainda que de forma marginal, enquanto o índice de atividade permaneceu acima de 50, indicando expansão, porém com sinais de resfriamento da demanda interna.
Em paralelo, uma leitura oficial divulgada na sexta-feira mostrou que a atividade industrial da China encolheu em julho, alimentando preocupações com a desaceleração do crescimento, demanda interna fraca e custos de produção elevados.
As empresas continuaram contratando, pelo segundo mês seguido, com o ritmo de criação de empregos o mais rápido desde agosto de 2023. Os estoques de compras subiram pelo oitavo mês consecutivo — a sequência mais longa desde 2006-2007 — levando fornecedores a reduzir compras pela primeira vez desde novembro de 2025. A carteira de pedidos cresceu pelo sexto mês, ainda que a um ritmo mais lento.
Além disso, as pressões de preço recuaram: a inflação dos custos de insumos caiu ao menor nível em seis meses, enquanto os preços de venda permaneceram estáveis. Mesmo assim, as empresas permanecem otimistas quanto à produção nos próximos 12 meses.
Líderes chineses sinalizaram, no fim de julho, que vão apoiar a economia ampliando gastos fiscais em infraestrutura já orçada para o restante do ano, em vez de lançar grandes pacotes de estímulo.

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