Contratos futuros de minério de ferro subiram pela terceira sessão consecutiva na bolsa de Dalian nesta sexta-feira, impulsionados pela greve iminente nas operações da BHP em Port Hedland e pela tensão nas negociações entre a China e a Rio Tinto. O contrato de minério de ferro para setembro, o mais negociado na DCE, avançou 0,35%, para 716,5 iuanes por tonelada (cerca de US$106,19), fechando a semana com queda de 0,35%. Na Bolsa de Cingapura, o reference para setembro recuou 0,74%, para US$95,40 por tonelada, registrando queda de 0,5% na semana.
Uma greve de dois dias está prevista nas operações da BHP em Port Hedland neste fim de semana, segundo o sindicato. O porto é o maior centro de exportação de minério de ferro do mundo, com a mineradora enviando cerca de US$80 milhões em minério por dia por meio de Port Hedland.
Paralelamente, a compradora estatal chinesa de minério de ferro instruiu algumas siderúrgicas a suspender negociações com a Rio Tinto para remessas a partir de setembro, elevando a pressão sobre a maior produtora mundial durante as negociações anuais de fornecimento.
Apesar dessas tendências, os ganhos em Dalian vêm sendo contidos por sinais de enfraquecimento da demanda por aço. A produção de ferro-gusa das principais siderúrgicas chinesas caiu 4,7% no final de julho, na comparação com o período de 10 dias anterior, para uma média diária de 1,75 milhão de toneladas, segundo a Associação Chinesa de Ferro e Aço. A oferta dos cinco principais produtos siderúrgicos recuou 1,5% frente à semana anterior, para 8,06 milhões de toneladas, enquanto os estoques subiram 1,1%, para 16,53 milhões de toneladas, conforme a consultoria Mysteel.
Com o ambiente de demanda ainda volátil, investidores observam com atenção os próximos movimentos de preço e as negociações entre produtores e compradores. E você, como encara esse cenário de minério de ferro? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão.