Moraes, economia e bodycams: temas centrais na sabatina de Caiado

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Eleições 2026 São Paulo

Candidato do PSD à Presidência falou sobre STF, cortes de gastos, segurança pública, jornada de trabalho e relação com o governo Lula



Reprodução / CNN Brasil
Candidato do PDT à Presidência da República, Ronaldo Caiado

O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que o Senado já possui a maioria para abrir um processo de impeachment contra o magistrado. Durante uma sabatina com a CNN Brasil, realizada na quarta-feira (2/9), o ex-governador de Goiás comprometeu-se a cortar ao menos R$ 100 bilhões em despesas, além de declarar facções criminosas como organizações terroristas e criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Essas afirmações foram feitas em uma entrevista de aproximadamente uma hora, onde Caiado abordou temas como segurança pública, equilíbrio fiscal, e a relação entre os Poderes Executivo e Judiciário.

Moraes não deveria permanecer no STF

Ao comentar sobre as novas revelações envolvendo Moraes, Caiado considerou “inaceitável” a permanência do ministro no STF.

“Eu não vejo como ele permanecer no Supremo. Isso seria um desrespeito completo com a sociedade brasileira”, declarou.

Caiado pediu que o STF discuta o caso e determine o afastamento de Moraes, ressaltando que o Senado deve também analisar um processo de impeachment.

“O Senado Federal, hoje, tem maioria para pedir o impeachment e votar o impeachment do ministro do Supremo”, destacou.

Ele ainda alertou que o país corre risco de sofrer um “golpe” caso informações sobre investigações envolvendo autoridades permaneçam sob sigilo e pediu transparência aos processos que afetem candidatos às eleições.

“É hora do Supremo saber da sua responsabilidade, saber que ele tem que quebrar o sigilo de todo processo que existe hoje para que a sociedade saiba em quem está votando”, afirmou.

Cortes de R$ 130 bilhões

Na economia, Caiado foi questionado sobre onde pretende cortar despesas para alcançar a meta de superávit de 0,5% do PIB defendida em sua campanha. O candidato mencionou que, inicialmente, quer estipular uma redução de pelo menos R$ 100 bilhões e, somadas as medidas, poderia alcançar uma economia de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões.

Entre as ações sugeridas estão um corte de R$ 50 bilhões em emendas impositivas, uma diminuição de 25% no custeio dos Poderes, revisão de incentivos fiscais e uma auditoria no sistema de benefícios.

Ao ser questionado sobre a possível desvinculação dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo, Caiado afirmou que não começaria o ajuste por aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Câmeras corporais

Na área de segurança pública, Caiado falou sobre o uso de câmeras corporais por policiais em operações de alta letalidade e afirmou que não obrigaria os governadores a adotar o equipamento, mas estaria disposto a fornecê-las aos estados que quisessem utilizá-las.

Ele também propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, o que, segundo ele, ampliaria a atuação do governo federal contra essas organizações.

“Vou despachar no Morro do Alemão”

Sobre a operação no Complexo do Alemão que resultou em mais de 120 mortes em 2025, Caiado evitou criticar o número de vítimas, ressaltando que o principal problema foi a falta de continuidade nas ações.

“Foi feita uma operação, não foi feita a continuidade da operação”, observou.

Ele prometeu despachar diretamente de comunidades no Rio, como o Morro do Alemão, se for eleito.

Lula, a tabela periódica e terras raras

Caiado criticou Lula quanto ao conhecimento sobre a exploração de terras raras, sugerindo que o presidente não saiba o que é uma tabela periódica.

“Eu acredito que o Lula não saiba nem o que é uma tabela periódica”, acrescentou Caiado.

Ele enfatizou a necessidade de uma legislação voltada aos minerais críticos e de que o Brasil deixe de exportar esses recursos apenas como matéria-prima.

Escala 6×1

Caiado ainda se manifestou sobre o fim da escala 6×1, afirmando que nunca foi contrário à proposta de uma jornada 5×2, mas que suas críticas se deviam ao fato da discussão ocorrer em um ano eleitoral.

Ele defendeu que a mudança constitucional leve em conta a situação de micro e pequenas empresas, mas confirmou que continuaria a favor do 5×2 mesmo que sua proposta de exceção não fosse incluída na mudança.

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