
Ação da Polícia Federal resultou na captura de suspeito e na apreensão de equipamentos que serão periciados para aprofundar as investigações.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (5), a Operação Anjo da Guarda XVI, reforçando o combate aos crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente digital. A ofensiva teve como foco aprofundar uma investigação sobre o compartilhamento de arquivos contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
A operação foi realizada no município de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, onde foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, ambos expedidos pela Justiça Federal.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, o suspeito também foi autuado em flagrante após a localização de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil armazenados em equipamentos eletrônicos encontrados no imóvel.
As diligências tiveram como objetivo localizar computadores, celulares, dispositivos de armazenamento, documentos e outros materiais que possam estar relacionados aos fatos investigados. Todo o material apreendido será submetido à perícia técnica, que buscará identificar arquivos, registros de comunicação e demais elementos capazes de fortalecer as investigações e esclarecer a possível extensão da prática criminosa.
A Polícia Federal destaca que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais recomendam a utilização das expressões abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por refletirem de forma mais precisa a gravidade desse tipo de crime.
A instituição também reforça o alerta para que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet por crianças e adolescentes, promovendo o diálogo sobre segurança digital e incentivando a comunicação imediata de qualquer situação suspeita, contribuindo para a prevenção e proteção de possíveis vítimas.
A atuação da Polícia Federal demonstra o compromisso permanente no enfrentamento aos crimes contra crianças e adolescentes, fortalecendo a proteção da sociedade e a responsabilização de quem viola os direitos das vítimas.