Capacitação reúne profissionais da segurança pública e da rede de proteção para fortalecer abordagens mais humanas e empáticas
Nesta quinta-feira (03), o Centro de Capacitação de Itamaraju recebeu a quinta oficina promovida pelo Ministério Público, com a presença do promotor de Justiça José Dutra de Lima Júnior e orientações do pastor e educador Absalon Borges.
A formação tem como eixo a Comunicação Não Violenta (CNV), abordagem desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, aplicada à realidade de profissionais que atuam diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade e com públicos que necessitam de atenção especial.
Durante o encontro, um dos pontos centrais foi a reflexão sobre limites, responsabilidade, transparência e cuidado na atuação profissional. Os participantes foram convidados a compreender quatro caminhos diante de situações de conflito: culpar a si mesmo, culpar o outro, reconhecer os próprios sentimentos e necessidades ou exercitar a empatia para compreender os sentimentos e necessidades da outra pessoa.
A proposta é substituir a pergunta “de quem é a culpa?” por uma reflexão mais profunda: “o que está acontecendo conosco neste momento?”. Na prática, a CNV busca reduzir julgamentos, estimular a escuta e criar condições para relações baseadas em respeito, cooperação e empatia.
A oficina reuniu representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Coordenação de Políticas para Mulheres, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Conselho Tutelar, 43ª CIPM, Abrigo para Menores, CREAS, CRAS, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e integrantes do Ministério Público de Itamaraju.
Em formato de roda de conversa, a capacitação também abriu espaço para troca de experiências entre diferentes setores que enfrentam, diariamente, situações envolvendo violência, vulnerabilidade social, conflitos familiares, abandono e outras formas de sofrimento.

O presidente Marcos Cunha e o diretor Magno Souza também participaram da atividade, ampliando o debate sobre a importância de uma abordagem mais qualificada dentro da segurança pública e da rede de proteção.
Mais do que ensinar técnicas de comunicação, a iniciativa propõe uma mudança de postura: escutar antes de julgar, compreender antes de reagir e humanizar o atendimento. Para quem está na linha de frente, pequenas mudanças na forma de abordar o outro podem representar uma grande diferença na construção de uma cidade mais segura e pacífica.


