A peça encontrada causou descarrilamento do Metrô-DF em julho
09/09/2026 19:28
, atualizado 09/09/2026 19:49

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) confirmou que uma peça encontrada na via foi a responsável pelo descarrilamento de uma composição, em 28 de julho, o que resultou na paralisação de todas as estações da Asa Sul.
A informação foi revelada na resposta à Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa (CTMU/CLDF) após o acidente. Contudo, não foi possível determinar de qual trem a peça se desprendeu.
A peça, chamada de “culatra”, faz parte do sistema da barra de união dos trens da Série 1000. O relatório indica que o componente contém parafusos denominados “fusíveis”, desenhados para se romper sob impactos, como em frenagens intensas, evitando danos à barra de união.
Embora a concepção do equipamento preveja que a culatra caia na via nessas situações, a companhia reconheceu que nunca foi avaliado que a queda do componente pudesse representar risco à operação.
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O presidente da CTMU, deputado distrital Max Maciel (PSol), classificou como “muito grave” a incapacidade do Metrô em identificar a composição do qual a peça se desprendeu, que resultou no descarrilamento.
“Isso mostra que a companhia está às escuras sobre as reais condições do material que está circulando. É preciso investigar de onde veio essa peça, verificar se há outras composições nas mesmas condições e aprimorar urgentemente os processos de manutenção e monitoramento da frota”, ressaltou.
A resposta da comissão também revelou que uma inspeção no trem envolvido no descarrilamento em julho constatou quatro rodas abaixo do diâmetro mínimo estipulado, além de baixa espessura do friso de uma das rodas, problemas que foram solucionados posteriormente.
Mesmo assim, o Metrô assegurou que as manutenções da composição estavam em dia e defendeu que a condição das rodas não foi a responsável pelo acidente.