Petróleo brent sobe 8% e ultrapassa US$ 90 após declaração de Trump sobre ações contra o Irã

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Na quarta-feira, 29, o preço do petróleo disparou cerca de 8%, interrompendo uma sequência de quedas, impulsionado por um aumento na tensão militar entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente Donald Trump anunciou que retaliará o Irã com força após ataques de Teerã a forças americanas no Oriente Médio.

O petróleo WTI para setembro subiu 6,56%, alcançando US$ 84,46 por barril, enquanto o petróleo Brent para o mesmo mês teve um aumento de 7,9%, fechando a US$ 90,74. Em Londres, o contrato para outubro do Brent também apresentou alta de 7,32%, totalizando US$ 88,09 por barril.

O aumento nas cotações ocorreu após o Irã realizar uma série de lançamentos de mísseis contra forças americanas. Em resposta, os Estados Unidos, em parceria com a Arábia Saudita, atacaram milícias apoiadas por Teerã no Iraque. Essa escalada de hostilidades gerou preocupações sobre a segurança das instalações petrolíferas na região, o que pode resultar em preços elevados e instáveis no mercado global de petróleo.

Informações recentes indicam que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã está planejando implementar uma taxa de pedágio na passagem de Bab el-Mandeb. Além disso, o Irã rejeitou a proposta de Omã para uma gestão conjunta do estratégico Estreito de Ormuz, argumentando que não atenderia aos seus interesses.

Trump enfatizou que os ataques ao Irã serão realizados “com força” em resposta aos recentes ataques na Jordânia, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de negociação. Essa dualidade nas ações do governo americano gera incertezas nas relações internacionais na região.

Por outro lado, na Ucrânia, uma ofensiva contra uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia foi confirmada, indicando que o governo de Kiev está intensificando suas pressões contra Moscou. Essa pressão também contribui para as oscilações no mercado de petróleo, que já estava reagindo aos estoques menores nos EUA, que caíram abaixo das expectativas.

Os especialistas alertam que a continuação do conflito pode causar danos duradouros às infraestruturas de petróleo, resultando em um impacto prolongado nos preços, que podem se manter elevados por um tempo indeterminado. O analista Samer Hash da XS.com reafirma que cenários extremos podem se tornar realidade à medida que a situação se intensifica.

Essa nova fase de tensão global vê mercados financeiros em alerta, e as repercussões disso, especialmente no setor energético, continuam a dominar as conversas econômicas. E você, o que pensa sobre a escalada desse conflito? Deixe sua opinião nos comentários.

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