Como os carros elétricos chineses chegaram a ter preços tão competitivos?

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Resumo curto: o mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos segue em ascensão, com a força de marcas chinesas, redução de custos e perspectivas positivas vindas de relatórios internacionais, como a IEA.

No Brasil, elétricos de BYD, Geely, GAC, GWM e LeapMotor entram em concessionárias entre 120 mil e 150 mil reais, enquanto híbridos das linhas Omoda e Jaecoo (Chery) ganham espaço. Essa atuação consolidada das fabricantes chinesas ajuda a manter os preços competitivos no varejo nacional.

As vendas de veículos elétricos no país atingiram 180 mil unidades no ano anterior, representando 9% de todas as vendas de carros novos — acima dos 6,5% de 2024. Em 2026, até julho, os emplacamentos somaram 116.235 elétricos, três vezes mais que os 37.509 registrados nos sete primeiros meses do ano anterior.

Custos e custos do mercado A Agência Internacional de Energia (IEA) aponta que, em 2025, o prêmio de preço dos carros elétricos a bateria caiu para pouco menos de 15% no Brasil, frente a 2024. Para híbridos plug-in, o prêmio se manteve elevado, em torno de 85%, impulsionado pelas importações chinesas mais acessíveis.

À medida que tarifas de importação são reativadas para unidades montadas no exterior, manter essa competitividade dependerá da capacidade brasileira de replicar a eficiência de custos da produção local, especialmente das plantas da BYD e da Great Wall Motor.

A justificativa da vantagem chinesa passa pela escala de produção — grandes fábricas com mais de 1 milhão de veículos por ano reduzem custos fixos por unidade — e por subsídios estatais que incentivam volumes. Além disso, custos trabalhistas na China são significativamente menores, o que, somado a um uso generalizado de baterias LFP, ajuda a manter o preço baixo frente a outras regiões. A energia representa apenas 1%-4% do custo total de fabricação, o que minimiza impactos de oscilações de combustível.

A IEA estima que, mesmo com mudanças políticas, a vantagem de custo da China pode sustentar a competitividade global dos elétricos. Até 2035, a frota mundial de veículos elétricos (sem considerar motos e outros) pode chegar a 510 milhões, impulsionando o setor e o mercado de energia.

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Se você ficou de olho nessas mudanças, conte nos comentários qual tendência mais impacta seu consumo ou percepção sobre carros elétricos no Brasil. Vamos conversar! Compartilhe suas experiências e perguntas para publicarmos um desfecho ainda mais completo.

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