O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou um leve avanço de 0,06% em agosto, revertendo a queda de 0,86% registrada no mês anterior, conforme informações divulgadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (8). Essa movimentação foi impulsionada pela alta nos preços ao produtor, que contrabalançou a deflação observada entre os consumidores.
O resultado ficou alinhado às previsões do mercado, que estimava um aumento de 0,05%, levando o índice a acumular uma alta de 2,63% nos últimos 12 meses. “O IGP-DI se manteve próximo da estabilidade em agosto, mas a composição do índice apresentou mudanças significativas”, destacou o economista do FGV/Ibre, André Braz.

Durante o mês de agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que representa 60% do indicador geral, subiu 0,10%, recuperando-se de uma queda de 1,31% no mês anterior. Segundo Braz, a soja, o milho, os bovinos e a carne bovina foram os responsáveis por essa alta, enquanto as matérias-primas brutas passaram de uma queda de 3,02% em julho para um aumento de 1,43% em agosto.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõe 30% do IGP-DI, registrou uma queda de 0,37% em agosto, após um recuo de 0,08% em julho. Essa redução foi influenciada por tarifas de eletricidade residencial, passagens aéreas e alimentos. “Portanto, o resultado do IGP-DI em agosto reflete uma recuperação dos preços agropecuários ao produtor, enquanto continua a queda dos preços industriais e ao consumidor”, explicou Braz.
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) também seguiu a tendência de alta, acelerando para 0,66% em agosto, em comparação a 0,61% no mês anterior. O IGP-DI avalia os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o primeiro e o último dia do mês de referência.