
Hélio Silva (Cidadania) foi detido nesta quarta-feira sob acusação de tráfico de drogas. Ele é candidato a deputado federal
09/09/2026 15:29
, atualizado 09/09/2026 15:34

Na quarta-feira (9), o presidente da Câmara Municipal de Sumaré (SP) e candidato a deputado federal, Hélio Silva (Cidadania), foi preso em uma operação contra o tráfico de drogas. Silva já havia sido condenado anteriormente em quatro ocasiões por crimes como furto qualificado e receptação de arma de fogo. Ele, inclusive, já enfrentou detenção preventiva por homicídio, embora o processo tenha foi arquivado por falta de provas.
As condenações anteriores estão todas cumpridas, o que não impediu sua participação nas eleições municipais de 2016, 2020 e 2024, nas quais foi eleito vereador pelo Cidadania, partido que anteriormente se chamava PPS.
A primeira condenação de Silva ocorreu em 1995, quando foi considerado réu primário e sentenciado ao pagamento de multa por contravenção. Nesse mesmo ano, também foi condenado a 9 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto, por furto qualificado.
Em 2007, foi detido preventivamente em Americana (SP) por homicídio, após a polícia encontrar a arma utilizada no assassinato de Rodrigo Belarmino Garcia, ocorrida em 2003. Hélio alegou que adquiriu a arma de um desconhecido e negou as acusações de homicídio, citando dificuldades financeiras como justificativa para a compra.
Um investigador da polícia civil disse que recebeu uma denúncia anônima apontando Hélio como o autor do homicídio, sendo referenciado como “Mister M”. Contudo, as investigações revelaram a existência de outro indivíduo com o mesmo apelido. Testemunhas confirmaram a relação de outros homens com a vítima, levando a acusação contra Hélio ao arquivamento, enquanto Hélio foi condenado pela receptação da arma.
O vereador havia sido investigado anteriormente por tráfico de drogas em 2005, mas o inquérito foi arquivado em 2011. Além disso, em 2021, enfrentou uma nova acusação por abuso de autoridade, também arquivada.
A Operação Archimagus revelou indícios de que Hélio estaria envolvido no financiamento e na logística de drogas em Sumaré. Policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) investigaram o uso de imóveis e pessoas jurídicas no esquema, incluindo um sítio que era considerado um ponto de armazenamento.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram em sua residência duas armas, 105 munições, joias de ouro, além de R$ 18 mil em espécie. Hélio é acusado de participação em uma estrutura de tráfico em Sumaré.
A polícia também prendeu Maikon Baptista da Costa, identificado como membro de uma facção criminosa, em sua residência foram apreendidos R$ 6,7 mil, um celular e quase 1 quilo de maconha.
A Câmara Municipal de Sumaré declarou que a investigação diz respeito à pessoa de Hélio Silva e até o momento não há envolvimento do Poder Legislativo. Em nota, a Câmara reforçou que o vereador está amparado pela presunção de inocência. A defesa do vereador está levantando informações referentes à investigação para apresentar os devidos esclarecimentos.