O Republicanos decidiu manter neutralidade na corrida presidencial: 17 dos 27 diretórios estaduais já votaram pela neutralidade, tornando muito difícil uma aliança nacional com Flávio Bolsonaro. A posição foi anunciada em reunião em Brasília, com a participação de Rogério Marinho (PL-RN) e de Valdemar Costa Neto, e a convenção nacional do partido está marcada para a manhã desta terça-feira.
A escolha pelo caminho da neutralidade é apresentada como entrave para fechar a chapa com Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, que Flávio Bolsonaro pretende como vice. Além dos atritos entre Republicanos e PL em estados — como o Rio de Janeiro —, fatores como a crise envolvendo o banco Master ajudaram a ampliar o afastamento entre as siglas. O site Intercept chegou a revelar, em maio, que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master, para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na semana passada, Flávio chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para integrar a chapa, mas o PP informou que adotará neutralidade, complicando qualquer composição rápida. Enquanto isso, o PL avalia várias opções para vice dentro de sua base, sem fechar acordos prematuramente e mantendo a possibilidade de alianças mais amplas.
Caso não haja acordo, o PL analisa candidatas internas, como as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), que já sinalizaram abertura ao cargo. Mesmo com esses nomes, Flávio e a cúpula do PL insistem em manter abertas as portas para atrair outros partidos, sem definir de antemão quem ocuparia a vice.
A estratégia é usar o tempo disponível para buscar alianças, evitando decisões precipitadas que comprometam a campanha. O desfecho permanece incerto e pode reconfigurar o cenário eleitoral conforme novas tratativas. Comente abaixo o que você acha que deve acontecer e quem você acredita que seria o parceiro ideal para a chapa.