Genial/Quaest aponta recuperação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, aproximando-o de Lula e tornando a disputa mais apertada. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (5) mostra a direita reagindo e destaca a reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro como fator relevante.
No 1º turno, Lula oscilou de 40% para 39% e Flávio subiu de 28% para 30% (indecisos em 10%). No 2º turno, Lula caiu de 45% para 44% e Flávio subiu de 37% para 39%, reduzindo a diferença de 8 para 5 pontos percentuais. Ainda aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) com 4% cada, e Romeu Zema (Novo) com 2%.
Para o pesquisador, a explicação central está na recomposição do eleitorado de direita. A reaproximação entre Flávio e Michelle Bolsonaro é vista com bons olhos: 59% consideraram positiva a aproximação; entre eleitores da direita não bolsonarista, esse percentual chega a 88%, e entre bolsonaristas, sobe a 90%.
A percepção de que Michelle pode influenciar o resultado também aumenta: 46% acreditam que o apoio da ex-primeira-dama eleva as chances de vitória de Flávio, chegando a 79% entre bolsonaristas e 70% na direita não bolsonarista.
Outro fator relevante é a atuação do STF, que proibiu Flávio de visitar Jair Bolsonaro. A pesquisa aponta 52% dos brasileiros vendo a decisão como errada e 41% como correta. A reconciliação entre os Bolsonaros é apontada como elemento que reduz a divisão e reaviva a percepção de exagero institucional, sobrepondo o discurso sobre urnas na leitura do cenário.
Enquanto isso, o governo Lula perde força nos seus principais ativos. O Desenrola 2.0, por exemplo, cai de 55% para 47% na avaliação de ser uma boa ideia, com menos beneficiados relatando melhoria na renda. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda também registra queda: 30% dizem ter sido beneficiados, enquanto parcela que não percebeu mudança na renda sobe para 46%.
Outro aspecto que pesou foi o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A percepção de que o governo reagiu mal aumentou para 43% (de 39% em julho), e a vantagem de quem representa os interesses do Brasil caiu de 51% a 34% para 46% a 38% atualmente.
Agenda de 2.004 eleitores, entre 31 de julho e 3 de agosto, aponta uma conjuntura em que Lula mantém a liderança, mas Flávio recupera parte do eleitorado perdido e coloca o pleito num terreno mais competitivo. O estudo tem margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE BR-06591/2026.
E você, como lê esse movimento na corrida presidencial? Deixe seu comentário e conte o que pensa sobre o peso da reaproximação entre Flávio e Michelle, bem como o impacto de decisões institucionais e programas governamentais na percepção dos eleitores. Sua leitura enriquece o debate público.