Renan Santos chama Flávio de ‘fraco’, Lula de ‘cachaceiro’ e quer ‘matar quem roubar’.

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Renan Santos, apoiado pela sigla Missão, abriu sua campanha presidencial em São Paulo com críticas a Lula e a Flávio Bolsonaro, sem aceitar rótulos de antipetista ou de terceira via. Em segurança pública, prometeu endurecer ações contra o crime, lembrando que a pena de morte continua proibida no Brasil para crimes comuns e não pode ser alterada por emenda constitucional.

Durante o ato de lançamento, Renan classificou Flávio Bolsonaro como farsante, fraco e corrompido, encerrando o discurso com ataques ao adversário. Sobre Lula, dirigiu-lhe a alcunha de cachaceiro senil e, em seguida, pediu perdão pelos insultos proferidos na campanha.

O presidenciável também atacou governadores sem liderança e o senador Sérgio Moro, a quem chamou de “vassalo”. Segundo ele, o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro aceitou ser escravo daqueles que, na visão dele, destruíram a maior obra do que foi Lava Jato.

Renan Santos apresenta Aroldo Medina como vice; o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul foi o primeiro a discursar. Medina comparou Lula e Flávio Bolsonaro a “vassouras velhas” que não funcionam e afirmou que, se eleito, Renan vai “limpar o Brasil”. Ao terminar, presenteou o parceiro com um espartilho de Tiradentes.

Entre as metas, Renan citou reduzir homicídios para menos de 10 mil por ano, promover um ajuste fiscal e defender a venda de terras raras. Também defendeu que professores possam “punir alunos rebeldes” como parte de uma visão de disciplina escolar.

A última pesquisa Atlas/Bloomberg aponta Renan Santos com 7,8% das intenções de voto, ficando na terceira posição, atrás de Lula (49,2%) e Flávio Bolsonaro (42,9%).

Renan Santos em ato de campanha

O ato também funcionou como corrida de arrecadação: ingressos foram vendidos de R$ 94 a R$ 7 mil, com opções que incluíam mezanino, open bar e almoço com lideranças da sigla. Entre os itens de lembrança estavam peças de moda, pelúcias de onça — mascote do partido — e uma edição de luxo do Livro Amarelo, usado como base para o plano de governo; o kit de patrono chegava a R$ 7 mil.

O evento, realizado no Komplexo Tempo, na Mooca, em São Paulo, marcou a estratégia de financiamento da campanha e a ampliação da presença da sigla em palcos nacionais.

E você, como vê as propostas apresentadas por Renan Santos e as críticas lançadas durante o ato? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro do país.

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