Secretário do Exército dos EUA anuncia saída na administração Trump

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Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, deixa cargo após tensões e mudanças na cúpula militar – O Secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, anunciou sua saída do cargo após 18 meses de serviço, conforme informado pela Casa Branca em 31 de julho. Sua retirada ocorre em um período de agitação na liderança militar sob a administração Trump.

Embora não tenha sido divulgada uma justificativa clara para sua saída, fontes indicam tensões entre Driscoll e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth. Sua renúncia é mais um capítulo nas recentes mudanças na alta cúpula do Exército, que já havia visto a saída de outros líderes importantes.

Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, elogiou Driscoll por sua contribuição à agenda do presidente Trump, destacando sua eficácia em operações militares e na promoção da prontidão e letalidade do Exército. “O Exército dos Estados Unidos é mais forte do que nunca graças ao trabalho dele ao lado do Comandante-em-Chefe e do Secretário de Guerra”, disse Kelly.

O Pentágono se abstve de comentar, encaminhando perguntas à equipe do Exército. Hegseth também foi responsável pela demissão do general Randy George, ex-chefe do Estado-Maior, e por outras saídas notáveis entre os altos comandos do Exército, incluindo a do general Christopher Donahue, que estava à frente das operações na Europa e na África.

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O general Christopher LaNeve, que sucedeu George, está promovendo mudanças significativas, incluindo a descontinuação de um projeto de modernização de drones, inicialmente promovido por Driscoll. A unidade de drones da força na Europa, que estava desenvolvendo seus próprios modelos, já recebeu ordens para retornar a funções tradicionais.

Seus aliados, incluindo George e legisladores de ambos os partidos, expressaram tristeza por sua saída. Em abril, Driscoll mencionou ter visitado George após sua renúncia, enfatizando a camaradagem entre eles.

Veterano da Guerra do Iraque e ex-assessor de Vance, Driscoll foi descrito por Trump como um “agente de ruptura e mudança” ao seu ser indicado para o cargo em 2024. Ele tinha um papel ativo nas negociações referentes ao conflito entre Rússia e Ucrânia, além de reduzir a burocracia para o desenvolvimento de capacidades militares.

Confirmado pelo Senado em fevereiro de 2025, Driscoll teve uma audiência tranquila e focou em melhorar o recrutamento e a modernização do Exército. Seu histórico familiar inclui serviços prestados por seu pai e avô. Contudo, ele não conseguiu uma vaga no Congresso em 2020, onde obteve cerca de 8% dos votos nas primárias republicanas na Carolina do Norte.

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A saída de Driscoll se dá em um contexto em que Hegseth demitiu outros altos oficiais, incluindo o chefe da Marinha, John Phelan, que foi o primeiro secretário de um ramo das Forças Armadas a deixar seu posto no segundo mandato de Trump.

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