Após a eliminação do Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo, a senadora paraguaia Celeste Amarilla gerou polêmica ao publicar mensagens racistas contra o jogador francês Kylian Mbappé nas redes sociais. As declarações dela atacaram não apenas a aparência do atleta, mas também sua origem.
Logo após a derrota do Paraguai por 1 a 0 para a França, Amarilla usou a plataforma X para desferir ofensas, chamando Mbappé de “camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio”. Ela ainda criticou sua performance durante a partida, insinuando que ele estava “nervoso e morto de medo” e fez uma insinuação de agressão.
“Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, escreveu a senadora em um de seus posts.
Kylian Mbappé, filho de um pai camaronês e uma mãe argelina, nasceu em Paris e, portanto, é considerado francês. A frustrante atuação do Paraguai na Copa terminou com a vitória da França, que avançou para encarar Marrocos na próxima fase do torneio.
Essas declarações de Amarilla levantam questões sobre o papel de figuras públicas nas redes sociais e como suas palavras impactam a percepção do público. A repercussão desses comentários revela um cenário onde o racismo e a xenofobia ainda persistem no esporte e na sociedade.
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